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A exposição aos estilos de vida não saudáveis na adolescência constituem importante fator de risco para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na vida adulta. Por isso, a importância do estímulo ao desenvolvimento de hábitos saudáveis e das ações e políticas que permitem a promoção da saúde e a prevenção dessas doenças, contribuindo para o aumento da qualidade de vida dos adolescentes.
Objetivos
Descrever as mudanças nos comportamentos de risco de proteção para as DCNT dos adolescentes brasileiros.
Metodologia
Estudo transversal, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2015 e 2019. Participaram da pesquisa adolescentes 13 a 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas do Brasil. Em 2015 foram avaliados 10.296 adolescentes e em 2019 foi 125.123. Foram utilizados os indicadores de alimentação, atividade física, uso de drogas lícitas e ilícitas e estimadas as prevalências e intervalo de confiança de 95% (IC95%) para população total, segundo sexo e dependência administrativa da escola. A comparação entre as prevalências dos indicadores nos anos de 2015 e 2019 foi realizada por meio do IC95%.
Resultados
Em 2019, o consumo de frutas (26,9%) e de verduras ou legumes (28,8%) foi maior entre alunos de escolas privadas. 28,3% dos adolescentes praticaram atividade física, mais prevalente entre os meninos (38,5%). O comportamento sedentário esteve presente em 53,1% dos escolares, sobretudo entre as meninas (54,3%) e alunos de escolas privadas (62,9%). 26,9% experimentaram Narguilé e 16,8% cigarro eletrônico. O fumo totalizou 6,8%, o consumo de bebida alcoólica foi de 28,1%, uso de drogas ilícitas 5,2% e o uso de maconha 5,3%. Em relação ao ano de 2015, houve redução do consumo de frutas, verduras e legumes e da prática de atividade física e aumento da embriaguez. Sem alteração das demais drogas.
Conclusões/Considerações
Houve mudanças nas prevalências de fatores de risco e de proteção para as DCNT, o que reforça a importância das estratégias e ações de monitoramento e promoção da saúde dos adolescentes, especialmente por estarem em uma fase de importantes transformações psicobiológicas e sociais, tornando-os um grupo estratégico para políticas públicas de promoção da saúde e prevenção de doenças e agravos não transmissíveis.
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