ITINERÁRIOS DE CUIDADO COMO METODOLOGIA PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE TRANSFORMADORA SOBRE TUBERCULOSE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE RESIDENTES

Vol 2, 2022 - 162024
Relato de Experiência em Saúde Coletiva
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Resumo

O planejamento e execução da atividade aconteceu no mês de março de 2022.

Objeto da experiência

Educação em saúde com metodologias ativas e transformadoras de utilização da ferramenta do itinerário terapêutico para abordar sobre Tuberculose.

Objetivos

Discutir a metodologia de construção de uma ação educativa sobre prevenção e manejo de Tuberculose, baseada numa abordagem ativa e transformadora, que teve como cenário de condução a exploração de itinerário terapêutico.

Metodologia

Trata-se de um relato de experiência da elaboração de uma atividade educativa por residentes de duas USF de Salvador. Foram realizadas salas de espera sobre o manejo e prevenção da Tuberculose com usuários. A metodologia baseou-se na pedagogia dialógica de Paulo Freire com foco na ação-reflexão-ação, associada às concepções de itinerário terapêutico. Problematizou-se uma história de uma pessoa com tuberculose com lacunas a serem completadas pelos participantes a partir de perguntas disparadoras.

Resultados

A história foi dividida em cinco momentos: sinais/sintomas; formas de transmissão; onde procurar atendimento; diagnóstico e tratamento; importância da adesão e finalização do tratamento. Utilizando um cartaz e figuras ilustrativas, as mediadoras contavam uma parte da história e faziam perguntas disparadoras. A partir das contribuições dos usuários, as facilitadoras fizeram colagens com palavras-chave que conformavam o itinerário terapêutico.

Análise Crítica

A metodologia proposta convida os usuários a participarem ativamente da dinâmica, sendo provocados a refletirem sobre o tema e contribuírem para construção do saber. Contrapõe-se a metodologias prescritivas em que o sujeito é colocado numa postura passiva. O protagonismo mobiliza a transformação dos sujeitos, o que pode impactar indicadores, ampliar as estratégias de prevenção e reflexão sobre os determinantes sociais de saúde, diminuir as chances de abandono e recidiva e elevar taxas de cura.

Conclusões e/ou Recomendações

Reforça-se a importância da educação em saúde ser baseada em metodologias participativas e críticas para estimular a adesão dos sujeitos às atividades propostas, bem como reverberar transformação em suas práticas cotidianas. Atenta-se para as condições de vida, renda, moradia, higiene, saneamento básico e a busca por formas de garantir seguridade social para as comunidades, com apoio da rede produzida pelos trabalhadores da ESF.

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