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Os hábitos alimentares mudam em detrimento de condições materiais e culturais, de acordo com o contexto. Dessa forma, as escolhas alimentares não são a única causa de alteração de composição corporal e problemas de saúde relacionados à alimentação, pois fatores como segurança pública, urbanização e desigualdade de gênero têm impacto maior ou igual sobre questões relacionadas ao peso e nutrição.
Objetivos
Elaborar material educativo baseado no Guia Alimentar para a População Brasileira com abordagem centrada na pessoa com vistas a qualificar as orientações alimentares no âmbito da Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde.
Metodologia
O trabalho foi desenvolvido na modalidade de “Materiais de comunicação e educação para promoção/prevenção em saúde” como produto de TCR da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade do GHC. Foi realizada leitura apurada do Guia Alimentar com objetivo de descrever seus princípios e orientações de forma sucinta aos profissionais da APS. Após, foi realizada pesquisa sobre habilidades de comunicação e sobre o modelo transteórico de mudança em artigos, livros e publicações. Por fim, foram desenvolvidas perguntas e estratégias de abordagem para serem utilizadas pelos profissionais nos diferentes estágios de mudança, com orientações baseadas no guia alimentar.
Resultados
Foi desenvolvido um Guia diagramado que inicia com a pergunta “o que alimentamos com os nossos alimentos?”. O material propõe 5 princípios idealizados a partir de uma reflexão ampla e sensível sobre a alimentação e o contexto de vida - considerando o estágio de prontidão para a mudança e aliando técnicas comportamentais. Todo conteúdo foi resumido de forma leve, gentil e acolhedora. Os 5 princípios foram descritos como: Comunicação exige compreensão; Dispa-se de todas as dietas que conheceu; A sua intenção é promover saúde, o que não é sinônimo de emagrecer; O contrário de amor é medo; O conceito de saúde e dicotomia alimentar.
Conclusões/Considerações
O comer envolve aspectos singulares. Falar sobre alimentação é, também, falar sobre história, cultura, determinantes e condicionantes de saúde. Por se tratar de um comportamento aprendido, debates sobre mudanças alimentares necessitam de tempo, calma e vínculo. A partir disso, o estudo do modelo transteórico aliado ao guia em sua amplitude, resultou em um material que sugere aos profissionais a construção de decisões compartilhadas e reflexivas.
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