EXPERIÊNCIAS COM AUTÓPSIA VERBAL (AV): A EXPERTISE NA METODOLOGIA, ADQUIRIDA EM UM ESTUDO CASO-CONTROLE, APLICADA AO TREINAMENTO DE AGENTES FUNERÁRIOS DURANTE A PANDEMIA

Vol 2, 2022 - 161492
Relato de Experiência em Saúde Coletiva
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Resumo

Capacitação de agentes funerários para o método de aplicação de AV: abril a setembro de 2020.

Objeto da experiência

Na pandemia, a Res. 32/2020, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, permitiu a aplicação de AV para determinar a causa de certas mortes.

Objetivos

Capacitação, para a aplicação de AV, de agentes funerários, em uma Autarquia Municipal na Cidade de Campinas-SP, onde foram responsáveis pelas entrevistas durante a pandemia.

Metodologia

O método da AV é recomendado quando os dados sobre causas de morte são precários. Em 2019, em estudo caso-controle, em Campinas, o epiGeo-UNICAMP aplicou o questionário da AV em pessoas conhecidas dos mortos por causas externas. Com a experiência anterior, no início da pandemia, o GAPO-UNICAMP, composto por equipe multidisciplinar, forneceu capacitação em AV aos agentes funerários de Campinas e região por meio de aulas expositivas e reuniões diárias com discussão de casos em plataforma virtual.

Resultados

A experiência campo em AV adquirida em 2019 mostrou-se relevante para a realização do treinamento agentes funerários permitindo uma abordagem teórica e prática sobre o que é uma AV, quais as informações que se pretende obter com a técnica e quais as características de seu questionário. Além disso, permitiu uma discussão sobre quem é a pessoa entrevistada, sobre características esperadas do entrevistador e sobre o médico certificador, destinatário das informações.

Análise Crítica

Após o treinamento, em reuniões semanais, o GAPO realizou o acompanhamento com representantes dos agentes funerários locais. Os encontros, além de possibilitar coleta de dados, melhora do instrumento (questionário), sanar dúvidas relacionadas à forma de abordagem e de como aplicar a ferramenta, também trouxeram problemáticas que implicaram em duas notas técnicas: uma sobre o manejo de corpos e outra sobre a necessidade de equipes funerárias terem status de profissionais de saúde.

Conclusões e/ou Recomendações

Com o treinamento e acompanhamento, a AV mostrou-se como tecnologia aplicável por profissionais alocados nos serviços funerários. Tais serviços são permanentes, sendo possível implementar a AV como sistema de rotina em mortes por causas externas, auxiliando médicos dos Institutos Médicos Legais na elaboração de Declaração de Óbito. A experiência mostrou ser de rápida implementação, podendo ser utilizada em novas emergências sanitárias.

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