ENSINO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NOS CURSOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)

Vol 2, 2022 - 161287
Relato de Pesquisa
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Resumo

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde institucionalizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, reorientam o modelo de atenção à saúde com vistas a abordagem holística e integral do processo saúde-doença. A formação profissional constitui um dos principais desafios para a ampliação e consolidação dessas práticas no SUS.

Objetivos

Conhecer os Projetos Políticos Pedagógicos dos cursos de Graduação da área da saúde e afins, identificando na matriz curricular, o ensino das PICs na formação do futuro profissional formado pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Metodologia

Estudo descritivo, quanti-qualitativo, desenvolvido a partir de pesquisa documental nos PPCs disponíveis nos sites dos cursos em endereços eletrônicos institucionais, com acesso aberto ao público: Ciências Biológicas (bachar. e licenc.), Enfermagem, Medicina, Odontologia, Nutrição, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Farmácia, Psicologia, Serviço Social e Educação Física (licenc. e bachar.). Procedeu-se a leitura integral de cada PPC buscando evidências do ensino das PICs, utilizando o Descritor Terapias Complementares e termos alternativos; o nome de cada PIC instituída no SUS e da PNPIC. A busca ocorreu em 2021. Os dados foram analisados por análise temática.

Resultados

Apenas três cursos apresentam o ensino das PICs formalizado e institucionalizado, em formato de disciplinas optativas, na Farmácia e Medicina com as disciplinas de Homeopatia ofertadas por seus respectivos departamentos, e, Nutrição com a disciplina de Fitoterapia, ofertada pelo departamento de Farmácia. As disciplinas variam de 30 a 60 horas e não apresentam referência à PNPIC e consequentemente ao SUS, deixando nítido a insuficiência da institucionalização do ensino das PICs na UFES. Com a PNPIC se iniciou o processo de institucionalização das PICs sobretudo na Atenção Básica, demandando por profissionais qualificados para a implementação e efetivação desta Política no SUS.

Conclusões/Considerações

Percebeu-se que a carga horária identificada nos PPCs além de ser relativamente inexpressiva, as ementas das três disciplinas não trazem referências à PNPIC, e nem referência ao SUS. Se apresentam como disciplinas isoladas e sem integração. O resultado induz a insuficiência do ensino e institucionalização das PICs na UFES, fragilizando a formação do futuro profissional e a expansão e consolidação da PNPIC no SUS no Espírito Santo.

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Eixo Temático
  • Eixo 11 - Educação e Formação em Saúde Coletiva