CONHECIMENTO E PRÁTICA DA POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE UM DISTRITO SANITÁRIO DO NORDESTE

Vol 2, 2022 - 160716
Relato de Pesquisa
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Resumo

O Ministério da Saúde adotou práticas integrativas e complementares no SUS e a inserção desses métodos terapêuticos deve ser realizada, preferencialmente, através da Atenção Primária à Saúde, de modo que auxilie a recuperação e a prevenção de forma eficaz e segura.

Objetivos

Analisar a aceitação e o entendimento dos profissionais de saúde acerca das práticas integrativas complementares nas Unidades de Saúde de um Distrito Sanitário da região Nordeste.

Metodologia

Projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) através do parecer 4.049.712 (CAAE: 29903519.4.0000.0039). Realizou-se um estudo epidemiológico analítico, observacional e transversal, com utilização de um questionário semiestruturado, com 22 profissionais, tendo como variáveis categoria profissional, utilização de serviços de práticas integrativas de tratamento nas USF, conhecimento acerca do uso das práticas pela população adscrita, entendimento sobre os benefícios desta terapêutica na atenção primária, capacitação na área e desafios para efetivação do serviço. Os dados foram tabulados por dupla entrada no programa Microsoft Excel e analisados por frequência.

Resultados

Observou-se que 59% dos entrevistados afirmaram conhecer a PNPIC, evidenciando-se que a classe que mais tem conhecimento sobre a PNPIC é a médica, seguido pela enfermagem e odontólogos, sem nenhum conhecimento sobre a política, nesta amostra. Entre os médicos, menos de 25% afirmaram ter recebido formação sobre o tema durante a graduação, contra 75% dos enfermeiros. Dentre as 29 práticas integrativas ofertadas pelo SUS, apenas a acupuntura, fitoterapia foram mencionadas como práticas conhecidas. A maioria dos profissionais acreditam que essa política reduz gastos e fortalece o SUS, mas que há problemas para a implantação e acesso da população alvo.

Conclusões/Considerações

Pode-se ver que a baixa implementação dessa política pode ser dada pela falta de formação sobre o tema durante a graduação ou fornecimento da secretaria de saúde, falta de investimento dos gestores, falta de profissionais qualificados, entre outros.

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Eixo Temático
  • Eixo 03 - Sistema Único de Saúde: desafios persistentes e perspectivas