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Este trabalho emerge da vivência como residente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família com ênfase na População do Campo (REMSFC) da Universidade de Pernambuco (UPE), de 2020 a 2022. Buscando aproximar comunicação e saúde, entendendo o audiovisual como ferramenta de disputa de narrativas, busquei construir um retrato sensível e afetivo do cotidiano de fazer saúde do campo.
Objetivos
Partilhar do processo de construção de um documentário a partir da experiência da residência multiprofissional em saúde da família com ênfase na população do campo.
Metodologia
A postura metodológica adotada foi a cartografia, pois esta permite acompanhar processos e produzir conhecimento a partir da experiência vivida, utilizando uma perspectiva construtivista, um processo aberto onde há produção de dados da pesquisa. O processo cartográfico envolveu os locais e os atores implicados na prática da Residência Multiprofissional em Saúde da Família com ênfase na População do Campo, situados nos municípios de Caruaru e Garanhuns. Para acessar a dimensão movente da realidade foram utilizadas ferramentas da pesquisa qualitativa como a observação participante, entrevista semiestruturada e a escrita de um diário de campo.
Resultados
Durante a construção do documentário cerca de 13 horas de material entre vídeos de ações de saúde nos territórios, entrevistas, áudios e imagens foram cultivados a partir da ideia do projeto. Esse material está sendo analisado e editado através dos processos de montagem do audiovisual. Dentro do tempo disponível para a execução da pesquisa foi elaborada uma prévia do documentário feita a partir de alguns fragmentos que ganharam força nesses dois anos de habitar a residência. Este trabalho trouxe a reflexão sobre como nós da saúde podemos nos apropriar de ferramentas da comunicação para, junto de nossas comunidades, criar caminhos de comunicação popular e de visibilidade para esse fazer saúde do campo.
Conclusões/Considerações
Ao caminhar pelo processo criativo desse documentário, encontramos pistas da relação entre saúde e comunicação, que serviram como forma de narrar nossos processos cotidianos de resistência e fortalecimento da saúde do campo. Essas pistas apontam para a necessidade de seguir aprofundando o debate e fomentando espaços criativos que permitam o contato com outras linguagens para narrar e socializar o cotidiano dos serviços do SUS e das residências.
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