Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
A violência contra a mulher é compreendida como práticas sociais e persiste mediante o discursivo produzido historicamente por haver assimetria entre a produção do sujeito homem e do sujeito mulher. Os conceitos de Banalidade do Mal, desenvolvido por Arendt e Banalização do Mal, apresentado por Dejours, constituem quadros teóricos que possibilitam compreensões transdisciplinares dessas práticas.
Objetivos
Discutir os conceitos de banalidade e banalização do mal, como adequada possibilidade de quadro analítico para a compreensão de fatos sociais que envolvam contextos de violência de gênero contra a mulher.
Metodologia
Trata-se de um ensaio teórico construído a partir da elaboração de tese de doutoramento em saúde coletiva, frente ao fenômeno violência de gênero contra a mulher. De abordagem qualitativa, esse estudo apresenta as primeiras impressões dos conceitos Banalidade e Banalização do Mal, a partir da filósofa Hannah Arendt e do psiquiatra Christophe Dejours, possibilitando análise e reflexões para adequação conceitual na aplicabilidade epistemológica desses conceitos no campo da violência de gênero contra a mulher. Portanto, tem-se como questão norteadora: seria a banalidade ou a banalização do mal conceitos apropriados para compreensão do fenômeno violência contra a mulher?
Resultados
Os conceitos centrais desse ensaio são indissociáveis: a compreensão da banalização do mal é atravessada por compreender a própria banalidade do mal. Isso ocorre, pois, a concepção de banalização proposta por Dejours tem como ponto de partida a ideia de banalidade do mal de Arendt, em que um dos elementos centrais está na personalidade do acusado Adolf Eichmann, posto sob a condição de normalidade, incapaz de pensar e por conseguinte de se comunicar. Mas, à medida que a banalidade do mal se insere no contexto de diferentes personalidades, emerge a banalização do mal, como adesão coletiva a determinado discurso(s), contribuindo para a destramatização da violência contra a mulher.
Conclusões/Considerações
O fato social da violência é atravessado por processos de banalidade e banalização do mal. Na banalidade encontramos a premissa da produção da violência, situando a normopatia na personalidade de quem agride, mediante a aquiescência moral de que o ato violento é adequado. Já a adesão coletiva, a permissividade coletiva à violência, ocorre pelo funcionamento da banalização, sendo esse conceito mais adequado para compreender a violência.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo