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As pessoas com doença falciforme (DF) são consideradas imunossuprimidas, por isso foram incluídas no grupo de risco para a COVID-19, uma vez que, manifesta-se em sua forma mais grave, consequências como a perda significativa da funcionalidade.
Objetivos
O objetivo deste estudo foi avaliar a funcionalidade com WHODAS 2.0 de pessoas com DF com/sem diagnóstico de COVID-19.
Metodologia
Trata-se de um estudo descritivo, observacional de corte transversal realizado entre outubro de 2020 e junho de 2021. Em virtude da pandemia do COVID-19 a amostra intencional, recrutada em ambiente virtual com pessoas com DF que aceitassem participar e atendessem aos critérios de inclusão. O estudo atendeu as normas e orientações éticas para a realização de pesquisa no ambiente virtual aprovado por um CEP, parecer nº 4.714.309. Foi realizada análise descritiva de variáveis contínuas e categóricas e consideradas estatisticamente significantes quando p≤0,05 para todas as análises. Dados contínuos foram expressos como média ± desvio-padrão ou mediana e intervalo interquartil (IQ) Q1 – Q3 (25-75%) quando apresentavam distribuição não normal. Variáveis categóricas foram expressas como valores absolutos e percentuais.
Resultados
A amostra foi de 58 pessoas sendo 65,5% HbSS, 86,2% do sexo feminino, média de idade 30,41 anos e 82,8 % relatou sentir dor. A análise comparativa de funcionalidade utilizando o WHODAS 2.0, entre os indivíduos que relataram sentir dor, estes apresentaram diferença estatisticamente significativa para os domínios mobilidade (p=0,013), participação social (p= 0,011), e na pontuação geral (p= 0,007). Na análise entre os indivíduos que referiram sentir ou não dor, obteve-se diferença estatisticamente significativa nos domínios de mobilidade (p=0,013), participação social (p=0,011) e, consequentemente, pontuação geral (p=0,007). Apenas dois participantes que relataram diagnóstico de COVID-19 relataram sintomas sugestivos da síndrome pós-COVID-19, como cansaço, perda da memória e tonturas, após sua recuperação.
Conclusões/Considerações
Os resultados obtidos evidenciaram que a COVID-19 pode não ser um fator de impacto sobre a funcionalidade de pessoas com a DF avaliada pelo WHODAS 2.0 uma vez que independente do diagnóstico de COVID-19 as pessoas com DF apresentaram limitação funcional. A dor, a despeito do diagnóstico de COVID-19, foi o fator impactante na funcionalidade de pessoas com a DF.
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