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A dissertação de mestrado "Reagregando o Evento do Nascer através da Teoria Ator-Rede" (UFVJM, 2021) traçou uma historiografia do parto e nascimento no Brasil, nos mostrando os fatos que sustentam nossa realidade controversa atual, de um mundo unificado, com altas taxas de cesariana e alarmantes taxas de mortalidade materna, que impossibilita, inclusive, a magia que é nascer em seus diversos mundos.
Objetivos
Fortalecer utopias de outros mundos possíveis, e de nascer dentro destes outros.
Metodologia
Utiliza da linguagem artística, instalação interativa, para fortalecer outros modos de nascer no mundo, que extrapolam as epistemologias modernas, alimentando os outros saberes. Tal instalação é um dos braços da dissertação de mestrado “Reagregando o Evento do Nascer" (2021), defendida pelo Programa Interdisciplinar Saúde, Sociedade e Ambiente (UFVJM). Na árvore está registrado os poucos partos do norte, mas também inspiradores partos decoloniais. Muitos galhos estão livres para que participantes do ABRASCÃO possam flori-los com seus partos vivenciados e/ou sonhados, para que coletivamente possamos preencher as lacunas do modo de trazer a materialidade da vida na Terra.
Resultados
Através da escrita da dissertação de mestrado “Reagregando o Evento do Nascer" foram levantados fatos historiográficos que fabricaram uma realidade atual hegemônica e arbitrário do parto no Brasil. O que nos revela uma impossibilidade de nascimentos pluriversos, possível de ser associado as alarmantes taxas de mortalidade materna, que de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, poderiam ser evitadas em até 92% dos casos (BRASIL, 2020). Por que chegariam os bebês em um nascimento que não pertence ao seu mundo? Este questionamento vem nos convidando a construir outras possibilidades de parto, para além da medicina do norte, moderna, branca e sexista.
Conclusões/Considerações
Em um cenário moderno que se esforça para devastar as subjetividades sociais, dedico este trabalho à humanidade, para que ela não só tolere as diferenças, mas saiba construir mundos melhores junto a elas, reagregando aqueles que foram arremessados ao esquecimento, com o devido pedido de perdão. Pois é exatamente esse povo que pode nos ensinar a lidar com as perdas, e a fabricar novos mundos possíveis.
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