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A Pandemia acelerou a chamada transformação digital da saúde e uma de suas faces são os aplicativos móveis – a mSaúde. Há ainda, todavia, muitas lacunas de problematizações no âmbito da Saúde Coletiva. Esta comunicação busca trazer ao debate a hipótese de que a transformação digital da saúde carrega consigo, para bem ou para mal, a automação algorítmica do saber-poder da medicina.
Objetivos
Caracterizar e analisar algumas das consequências sociais, políticas e éticas dos crescente uso da mSaúde. Neste sentido, nosso objetivo é contribuir para os debates a cerda da saúde digital no Brasil a partir de
Metodologia
Para levar a cabo nossa hipótese realizamos uma extensa revisão bibliográfica, a investigação e descrição de alguns apps de mSaúde que pulularam desde o início da pandemia de COVID-19 até o fim de 2021, tal como "Fitbit ", "Apple Watch ", "Better Stop Suicide" e "Vitalk" e outros. Percurso fundamentado teoricamente a partir dos estudos críticos de saúde digital propostos por Deborah Lupton.
Resultados
Nossos resultado parciais são de que a mSaúde integra o processo de “dataficação” com o foco no processo saúde-doença. Em consequência disso, vimos que a mSaúde pode atualizar – expandindo e recrudescendo – o processo de medicalização, a partir das técnicas automatizadas de “reconhecimento de padrão” e de “tomada de decisão” próprias à machine learning que subjaz os apps voltados à atenção e cuidado da saúde.
Conclusões/Considerações
Quando ser cidadão e estar online tornaram-se quase sinônimos, a vida na polis contemporânea exige de nós uma especial atenção reflexiva, pois podemos ser usados por tudo aquilo que usamos – sem nossa ciência e consentimento. Somente assim poderemos construir um amplo debate comum que enderece a saúde digital para defesa efetiva do SUS, bem como para seu aperfeiçoamento como serviço público universal e equitativo.
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