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Este texto explora a interseção entre o maternar, a arte e a maternidade feminista, destacando o tabu que historicamente marginalizou a experiência materna. Inspirada por artistas mães que transformaram suas vivências em potências criativas, reflito sobre como a maternidade pode se integrar ao meu trabalho artístico, especialmente no processo criativo de A Mulher que Engoliu o Peixe. Ao compartilhar minha trajetória pessoal e criativa, uso o "peixe" como metáfora para expressar a relação entre maternidade e arte, entendendo o maternar como um processo ativo e criativo.
Aceitei que fragmentação e interrupções fazem parte da minha realidade como mãe de três filhos. Incorporo minha rotina doméstica ao trabalho artístico, criando um espaço híbrido onde cuidado e criação se entrelaçam. Minha busca é desconstruir as idealizações da maternidade, mostrando o corpo como espelho de estereótipos e resistência aos tradicionalismos, transformando desafios em novas formas de expressão que reconfiguram discursos sociais e artísticos.
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