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O presente texto, reflete, a partir do mito de Gaia, sobre a relação que os Ocidentais têm estabelecido com a Mãe Terra, tendo por base, discussões colocadas por Ailton Krenak, para, então pensar o teatro como uma possibilidade de criar ficções que curam, partindo das discussões de James Hillman sobre o tema, com base nos sonhos em práticas da psicologia. Diante da máquina do mundo e sua depredatória ação, como pensar o teatro como uma arquitetura coletiva de sonhos, como compreendida pelos Krenak? Sugerimos um paralelo do poder curativo da imaginativa ficcionalização no processo psicoterapêutico com o potencial da arte, por meio das imagens que esta coloca em cena, como um meio de restituir a alma do mundo, através de um coração estético conclamado por James Hillman, a partir de Henry Corbin. O rito coletivo e dionisíaco do teatro é compreendido assim como possível modo poético coletivo de cura.
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