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Este trabalho reflete sobre o currículo de Artes Cênicas praticado em uma escola pública da cidade do Rio de Janeiro, partindo de práticas de ensino decoloniais, que dialogam com epistemologias negras e com a educação como prática de liberdade (Freire, 1987; Hooks, 2017). Trata-se de uma pesquisa narrativa e baseada em artes, que articula o ensino de artes cênicas, práticas pedagógicas e memórias, utilizando registros fotográficos como parte dos procedimentos investigativos. Dialogando com Sueli Carneiro, Lélia Gonzalez, Nego Bispo e Luiz Rufino, discute-se como as dinâmicas do racismo atravessam documentos curriculares prescritos e como as práticas de ensino podem se apoiar em pedagogias de encantamento para questionar as hierarquias epistemológicas herdadas do colonialismo, que ainda organizam a produção do conhecimento. Portanto, o estudo enfatiza a tensão entre currículo prescrito e currículo praticado, destacando possibilidades de reinvenção curricular comprometidas com ancestralidade, corporeidade e justiça social no ensino das Artes Cênicas.
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