Oralituras e encantorias

Vol. 1, 2025 - 331334
Apresentação de Trabalho - Comunicação Oral (presencial) - Etapa 2
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Resumo

Este trabalho investiga a voz cantada como dispositivo de ressonância capaz de deslocar o sujeito da centralidade da fala e situá-lo em uma dimensão coletiva, na qual a memória opera menos como lembrança consciente e mais como vibração incorporada. A partir do conceito de oralitura, de Leda Maria Martins (2003), e da concepção da voz anterior à linguagem, em Adriana Cavarero (2011), propomos pensar o canto como chamado que atravessa gerações e convoca os corpos a uma experiência compartilhada. Em diálogo com Paul Zumthor (1997; 2007), Jean-Luc Nancy (2012) e Antônio Bispo dos Santos (2023), articulamos voz e escuta como conhecimento encarnado. Como procedimento metodológico, tomamos trechos do espetáculo “O Comecim das Coisas”, para analisar como a performance vocal atualiza narrativas, produz comunicação e faz vibrar um mundo sensível corporificado.

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Instituições
  • 1 Instituto de Artes (UNESP)
Eixo Temático
  • GT Voz e Cena
Palavras-chave
Voz
memória
canto
teatro
performance