GAMD: um caminho para uma ontologia relacional

Vol. 1, 2025 - 331766
Apresentação de Trabalho - Comunicação Oral (presencial) - Etapa 2
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Resumo

A Dança Generativa articula coreografia e Arte Generativa em uma vertente “low-tech”, na qual a forma estética emerge de sistemas relacionais entre intérpretes, sem depender de tecnologias avançadas. Inspirado pela lógica da unitas multiplex, o coreógrafo cria condições para decisões coletivas e interdependentes, enquanto os intérpretes sustentam estados de suspensão, atenção e impulso, ajustando ações na construção de um espaço-tempo comum. O Programa de Dança Generativa aprofunda essa lógica ao mobilizar conceitos inspirados em sistemas multiagentes e autômatos celulares: partituras e dispositivos funcionam, em escala macro, como objetos coreográficos, favorecendo transições, improvisação e práticas de Outrar. Ao enfatizar co-presença, foco partilhado e atenção mútua, o programa estimula a auto-organização e a co-criação, produzindo um “Nós” e um sentimento de togetherness. Nesse horizonte, a dança torna-se um campo privilegiado para uma ontologia relacional, capaz de dinamizar vínculos intersubjetivos e fazer emergir formas coreográficas coletivas.

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Instituições
  • 1 Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança
Eixo Temático
  • Grupo de Pesquisadores em Dança
Palavras-chave
DANÇA GENERATIVA
DANÇAS COLETIVAS
DANÇAS COLETIVAS
TOGETHERNESS
AGENT-BASED MODELING