Escrita pelas feridas: trauma, linguagem e performance

Vol. 1, 2025 - 332363
Apresentação de Trabalho - Comunicação Oral (presencial) - Etapa 2
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Resumo

Partindo da noção de trauma como ferida, rasgo que atravessa corpos, memórias e subjetividades, este artigo investiga como marcas, fraturas e violências operam como motores de criação nas artes da cena. Situado na intersecção entre performance e performatividade de gênero, o texto analisa a Trilogia do Luto, de Eliana Monteiro, e outrasRosas, de Soraya Martins e Anderson Feliciano, buscando compreender como experiências de lesbofobia, luto e racismo estrutural engendram procedimentos estéticos capazes de fabular linguagens para aquilo que resiste à nomeação. São poéticas que ativam gestos, ritualidades e visualidades capazes de tensionar regimes de apagamento e produzir modos de (re)xistência e (re)escritura de si, em fricção com processos históricos hegemônicos.

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Palavras-chave
trauma
performance
linguagem