Danças encantadas em torno de totens, palavras e silêncios

Vol. 1, 2025 - 332018
Apresentação de Trabalho - Comunicação Oral (presencial) - Etapa 2
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Resumo

RESUMO

“Histórias não vividas”, um processo poético de dança, foi desenvolvido em diálogo com leituras de obras de Manoel de Barros e de Conceição dos Bugres. As palavras imagéticas do poeta Manoel, os bugres e totens da artista Conceição, revelam mundos de encantamentos (Simas; Rufino), tendo como pontos de contato a natureza, a solidão e a inventividade. A leitura e apreciação das obras, provocando rememorações (Benjamin) nos artistas participantes do processo, reverberaram infâncias, quintais e afetos em seus corpos, em suas danças. Nessas danças, foram contadas, recriadas e inventadas histórias desimportantes (Barros), narrativas fronteiriças, marginais e suleadas (Freire). Poéticas foram construídas e desmontadas. As fendas, os rastros, os ruídos e os silêncios foram corporificados, como formas de resistência, nesses tempos, em que descarte, pressa e fim de mundo vêm sendo anunciados. A criação foi materializada em uma produção que foi selecionada para a Quadrienal de Praga de 2023 – PQ´23.

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Instituições
  • 1 UEMS - Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Eixo Temático
  • GT Territórios e Fronteiras
Palavras-chave
dança
memória
encantamento
Manoel de Barros
Conceição dos Bugres