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A comunicação reflete sobre as dimensões da presença na pedagogia do imaginário de Mikhail Tchékhov, artista russo da primeira metade do século vinte. A partir da análise de textos, registros de aulas e ensaios dos anos anos trinta, explora o uso recorrente da metáfora do fogo como operação que busca mapear os processos geradores da presença, interpondo ardência produtiva, atitude contemplativa e desejo de ação. Busca-se demonstrar o modo como esse legado prático antecipa premissas que caracterizariam as abordagens performativas a partir da segunda metade do século vinte. Propõe que, ao eleger a imaginação como eixo estruturante da ação, Tchékhov evidencia estruturas anacrônicas e hermenêuticas intrínsecas à performatividade. Em diálogo com autores como Fischer-Lichte, Féral, Grotowski, Didi-Huberman, Baumgärtel, entre outros, argumenta-se que o Sistema criativo tchekhoviano é capaz de tensionar ideários canônicos vinculados ao debate sobre a presença, como a condição de sincronicidade como valor absoluto e o sentido autorreferencial.
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