A performance como campo de batalha: práticas artivistas na reconstrução dos sentidos das lutas feministas

Vol. 1, 2025 - 331014
Apresentação de Trabalho - Comunicação Oral (presencial) - Etapa 2
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Resumo

Este texto propõe uma leitura crítica da metáfora “o corpo é um campo de batalha” nas formulações contemporâneas das lutas feministas, interrogando seus efeitos discursivos e sua naturalização no imaginário político. Em diálogo com Rita Laura Segato (2016; 2025), o ensaio busca deslocar a compreensão dos corpos femininos e feminizados como destino da guerra, abordando-os como superfícies de inscrição da soberania moderno-colonial. A análise articula a imagem de Barbara Kruger à obra Mi cuerpo no es el campo de batalla, de Natalia Iguiñiz (2004), retomada no espetáculo Kay Punku (Yuyachkani, 2011), como gesto de recusa à guerra enquanto definição do corpo. Em convergência com reflexões de Silvia Federici (2023), o texto sustenta o deslocamento do campo de batalha do corpo para a prática performativa, situando os artivismos feministas como espaços estético-políticos de elaboração simbólica, resistência e cuidado.

 

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual Paulista 'Júlio de Mesquita Filho'
Eixo Temático
  • GT Mulheres em Cena
Palavras-chave
Artivismo Feminista
Corpo&Território
Práticas Decoloniais
Cena Expandida
Deslocamentos Conceituais