A Dança das Ervas Rebeldes

Vol. 1, 2025 - 331541
Apresentação de Trabalho - Comunicação Oral (presencial) - Etapa 2
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Resumo

Estes escritos se apresentam como um ensaio corporal em que ciência, dança e feitiçaria se articulam como formas indissociáveis de conhecimento. Em vez de oferecer respostas fechadas, instauram um campo de leitura implicada, no qual compreender é também ser afetado por outras ordens. Tomando as chamadas “ervas daninhas” como aliadas conceituais, a pesquisa interroga os regimes humanos de nomeação, domínio e exclusão da vida vegetal. Argumenta-se que “erva daninha” não é um dado natural, mas um efeito político da linguagem, um feitiço performativo que fixa corpos vegetais como excesso ou ameaça. A metodologia se constrói como cartografia sensível, aprendendo com as plantas e revolvendo saberes técnicos como húmus para outros modos de perceber e mover o corpo. Desse processo emerge uma ética da dança como prática insurgente, adaptativa e reiterativa, que brota nas brechas do controle e afirma o corpo em transformação contínua.

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Instituições
  • 1 UDESC
Eixo Temático
  • Fórum de Pesquisas em Processo
Palavras-chave
Ervas daninhas
Cartografia sensível
Dança contemporânea