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Este artigo analisa o espetáculo Abismo, encenado em 2022 no Museu da Escola de Minas (UFOP), explorando a convergência entre iluminação, movimento e o caráter intermidiático da encenação. A obra estrutura-se em dois eixos, real e onírico, fundamentando-se no conto de Murilo Rubião e na estética de Loïe Fuller para criar uma visualidade que transita da burocracia à fantasia. O texto problematiza a classificação da montagem, propondo o uso do termo "espetáculo intermídia" em vez de multimídia, baseado na indissociabilidade entre os recursos tecnológicos e a narrativa cênica. Destacam-se o uso de sensores de movimento (Kinect) para projeções interativas e a técnica de projeção mapeada, que conferem um caráter metalinguístico à cena. Por fim, a pesquisa ressalta o conceito de luz ativa, onde a iluminação atua como força dramatúrgica vital, integrando-se organicamente aos demais elementos para construir uma experiência sensorial profunda no espaço não convencional do museu.
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