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Este artigo explora a performatividade dos conceitos de Negritude e Negrura a partir da peça E agora... falamos nós! (1971), de Thereza Santos e Eduardo de Oliveira e Oliveira. A obra, criada em um contexto de repressão política no Brasil, articula críticas às estruturas raciais e culturais da época, propondo uma dramaturgia comprometida com a emancipação negra. Analisando a peça em diálogo com teóricos como Achille Mbembe, Wole Soyinka e Leda Maria Martins, questionamos os limites da Negritude enquanto identidade essencializada para destacar a Negrura como prática relacional e acervo de conhecimento. A performatividade do texto e do arquivo é abordada como elemento central, propondo um deslocamento da ideia de "lugar de fala" para afirmar a negrura como um fazer. Concluímos que a peça não apenas denuncia violências coloniais, mas possibilita imaginar outras performatividades, oferecendo um convite à reinvenção contínua das negruras como força criadora.
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