E AGORA... FAZEMOS NÓS: VIDA NEGRA COMO SINGULARIDADE IRREDUTÍVEL

- 316041
Apresentação de Trabalho - Comunicação Oral (presencial) - Fase final - anais do evento
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Este artigo explora a performatividade dos conceitos de Negritude e Negrura a partir da peça E agora... falamos nós! (1971), de Thereza Santos e Eduardo de Oliveira e Oliveira. A obra, criada em um contexto de repressão política no Brasil, articula críticas às estruturas raciais e culturais da época, propondo uma dramaturgia comprometida com a emancipação negra. Analisando a peça em diálogo com teóricos como Achille Mbembe, Wole Soyinka e Leda Maria Martins, questionamos os limites da Negritude enquanto identidade essencializada para destacar a Negrura como prática relacional e acervo de conhecimento. A performatividade do texto e do arquivo é abordada como elemento central, propondo um deslocamento da ideia de "lugar de fala" para afirmar a negrura como um fazer. Concluímos que a peça não apenas denuncia violências coloniais, mas possibilita imaginar outras performatividades, oferecendo um convite à reinvenção contínua das negruras como força criadora.

 

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 UFMG
  • 2 Universidade Federal de Ouro Preto
Eixo Temático
  • GT O Afro nas Artes Cênicas
Palavras-chave
Teatros Negros Contemporâneos
Negrura
Performatividades Negras
Opacidade
Negritude