Algo entre a ética e o amor: problemas com a memória e arquivo

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Apresentação de Trabalho - Apresentação Prática (performativa, demonstração, etc.) (presencial) - Fase final - anais do evento
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Resumo

Paul Ricoeur (2020) reflete sobre os arquivos como espaços paradoxais: enquanto preservam a memória, também expõem sua fragilidade e seletividade. Ao documentar certos eventos e omitir outros, os arquivos revelam lacunas e escolhas inerentes ao ato de arquivar, evidenciando tanto o que foi preservado quanto o que foi silenciado. Esses materiais, muitas vezes heranças familiares, tornam-se pontes entre passado, presente e futuro. Quando incorporados a performances, eles desafiam as fronteiras entre o privado e o público, levantando questões sobre propriedade, memória e ética. A exposição de arquivos familiares no contexto artístico reconfigura narrativas e desencadeia debates sobre a quem pertence a memória, transformando o arquivo em um espaço de tensões e negociações. Nesse processo, o que é lembrado ou esquecido ganha novos significados, refletindo tanto escolhas pessoais quanto dinâmicas coletivas.

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Instituições
  • 1 UNIRIO
Eixo Temático
  • GT Artes Performativas, Modos de Percepção e Práticas de Si
Palavras-chave
Arquivo
Memória
Performance
Ética