O FENÔMENO DA AUTOMUTILAÇÃO COM E SEM IDEAÇÃO SUICIDA EM ADOLESCENTES

v. 1, 2019 - 121366
E-pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Este estudo teve por objetivo compreender o fenômeno da automutilação com e sem ideação suicida em adolescentes. Justifica-se a sua realização por ser a automutilação uma demanda recorrente para a busca de ajuda á consultórios psiquiátricos e psicológicos, tendo um crescimento assustador, que merece a devida atenção. MÉTODO: Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo, cuja abordagem é de natureza qualitativa, onde foram analisados artigos nas bases de dados Scielo, Redalyc, Pub Med e autores importantes que versam sobre o tema. DISCUSSÃO: A automutilação é um grave transtorno do controle de impulsos, está relacionada à dor emocional, angústia, e pode ainda relacionar-se a outros transtornos de personalidade. Fato que leva o adolescente a conferir injúrias contra si mesmo na tentativa de aliviar a angústia, ansiedade e dor emocional. À medida que o adolescente pratica atos lesivos contra si, tal atitude e comportamento se tornam compulsivos. RESULTADOS: Pode-se comtemplar que a automutilação tanto pode acontecer sem intenção suicida, e também com intenção suicida, todavia, não se pode desconsiderar fatores desencadeantes, tais como: Transtorno da personalidade borderline, Depressão, Abuso de substâncias, Transtornos alimentares (anorexia ou bulimia), Psicose, Transtornos de personalidade anti-social, Transtorno de estresse pós-traumático, em que o adolescente necessita de ajuda farmacológica aliada a psicoterapia. CONCLUSÃO: A partir desta revisão bibliográfica pode-se depreender que a automutilação com ou sem ideação suicida é um sintoma psíquico da marca de uma dor, que pode estar imbricada em dores maiores e inconscientes, a saber: Abuso sexual, físico, emocional, violência doméstica, entre outros, ademais, ressalta-se que as práticas lesivas são cortes, feridas, arranhões, podendo levar o adolescentes a intenção do suicídio. Diante dos fatos supracitados, percebemos o quão desafiador é tratar o adolescente com tal transtorno, e assim estender o tratamento à sua família, uma vez que também pode ser considerada fator de risco ou de proteção, e do ponto de vista científico, devemos discutir mais sobre o tema, e promover ampliação científica que vise a melhora da qualidade de vida de adolescentes em sofrimento psíquico.

Instituições
  • 1 Universidade Iguaçu-Itaperuna (UNIG) - Itaperuna - RJ - Brasil
Eixo Temático
  • Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Palavras-chave
Psiquiatria
Adolescência
Automutilação
Ideação suicida