LAROYÊ culturas infantis, educação e afrocentricidade

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Oral
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Resumo

O grupo de pesquisa “LAROYÊ – Culturas Infantis, Educação e Afrocentricidade” está em atividade desde 2016. O termo “Laroyê” trata-se de uma palavra iorubana que remete a Exu e significa contradição, faz menção ao referencial teórico-metodológico do grupo, que tem como eixo orientador o conceito da “lógica exúlica”, que remete à cosmopercepção afrocentrada, a qual reconhece a infância como estado que evoca, polifonicamente, diferentes enunciados, tais como gestação, nascimento, infância, adolescência, juventude, adultez, velhice e ancestralização, e que gira epistemologicamente numa perspectiva capaz de sabotar a cognição, a interpretação e representação simbólica eurocêntrica da percepção do tempo e do espaço.
Assim, para a construção teórico-metodológica do grupo a definição de “criança” não se constrói cognitivamente por intermédio da relação de oposição ao adulto, mas passeia por enunciados de estados, ora simultâneos, ora em progressão, não excludentes, reconhecendo-as como produtoras de culturas. Portanto, o eixo central do grupo está na compreensão das culturas infantis desenvolvidas em territórios negros, a fim de construir pedagogias descolonizadoras baseadas nos princípios éticos, políticos e estéticos desses espaços.
As pesquisas desenvolvidas no grupo se aportam em duas linhas: “Giro epistemológico decolonial e justiça cognitiva”, que desenvolve pesquisas com aportes nos conceitos de lógica exúlica, corporalidade, oralidade e ancestralidade, e “Pedagogias descolonizadoras aportes em Filosofias Afrodiaspórica”, que destaca uma abordagem afrocentrada. Na lógica exúlica, a contradição longe de ser evitada está na base da reflexão, e se faz necessária para uma ética igualitária na diferença, que confronte o adultocentrismo e o racismo de nossas sociedades. Por fim, trazemos algumas denúncias acerca da naturalização das mortes de crianças negras brasileiras pela necropolítica e problematizamos as narrativas que construímos em torno da infância.
A contribuição do grupo de pesquisa no enfrentamento do tema Infância e justiça social: perspectivas no contexto brasileiro se desdobra em três relatos de pesquisas. A primeira “INFÂNCIA NEGRA, BRANQUITUDE E NEGLIGÊNCIA: UMA ANÁLISE DO CASO MIGUEL OTÁVIO”, analisa a morte de Miguel Otávio, abandonado dentro de um elevador em junho de 2020 em Recife, evidenciando como a branquitude e o adultocentrismo negligencia a infância negra. A segunda intitulada A CONSTITUIÇÃO DO SER-SABER PELA TRADIÇÃO ORAL DE  MATRIZ AFRICANA: EDUCAÇÃO DESDE AS INFÂNCIAS EM  CONTEXTOS TRADICIONAIS” uma síntese de pesquisas desenvolvidas e em desenvolvimento acerca  da educação na Tradição Oral de Matriz Africana, das infâncias até a ancianidade, realizadas  a partir de metodologias diversas: etnografia e pesquisa bibliográfica. E, ainda, “INFÂNCIAS E CRIANÇAS NA UMBANDA: Entre Subalternidades e Possibilidades de Eremizar” apresenta a participação e a representação das infâncias na Umbanda fundamentado em uma análise crítica das fontes teológicas e orais, o estudo utiliza como referencial teórico a filosofia Bantu-Kongo.

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Instituições
  • 1 Unifesp
  • 2 Centro Universitário de Brasília - UniCEUB e Universidade de Brasília-UnB
  • 3 Universidade Federal de São Paulo
Eixo Temático
  • Infâncias, Inclusão, Marcadores sociais da diferença e Interseccionalidade
Palavras-chave
culturas infantis
raça
afrocentricidade
lógica exúlica
educação