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O grupo de pesquisa Itinerâncias é liderado pela professora Sueli Salva (UFSM) e tem como Vice-líder a professora Débora Ortiz de Leão e problematiza os percursos das políticas educacionais e as implicações para a educação das crianças, as culturas da infância em espaços de educação formal e não formal. Discute a especificidade da educação infantil, desenvolvendo pesquisas sobre infância, feminismo, docência, práticas educativas, diferenças socioculturais (gênero, idade, classe, raça). Integram o grupo acadêmicos e acadêmicas da graduação e pós-graduação. Os objetivos do grupo são: desenvolver estudos e pesquisas sobre infância, problematizando paradigmas históricos que sustentam a educação infantil frente aos fenômenos contemporâneos que interferem na educação das crianças tais como racismo, adultocentrismo, sexismo, questões ambientais, questões de gênero e migrações; aprofundar estudos sobre a especificidade do campo da educação infantil, creche e pré-escola; realizar estudos e pesquisas sobre políticas educacionais, curriculares e suas implicações na docência da Educação Básica; construir maior visibilidade para campo da educação infantil e reafirmar a importância do direito à educação infantil, como lugar do coletivo, alicerçada em princípios democráticos. O primeiro resumo “Sobre metodologia de pesquisa com crianças: contribuições para um estudo sobre brinquedos”, de Deise Raquel Cortes Pinheiro e Sueli Salva, decorre de uma pesquisa de doutorado em andamento sobre o brinquedo na Educação Infantil e discute as contribuições que a metodologia de pesquisa com crianças oferece para compreender o papel social, cultural e criativo dos objetos. Evidencia-se a importância de considerar as crianças como participantes ativas do processo investigativo e a necessidade de refletir criticamente sobre os limites entre pesquisar com e sobre elas. O segundo “Tempos e espaços do brincar: reflexões a partir de uma cena de faz de conta na Educação Infantil”, de Daniela Cezar Cruz, Joceane da Silva Machado e Silviani Monteiro Sathres, reflete sobre a escola como território de convivência e produção cultural das crianças. Com base na pesquisa-ação e na sociologia da infância, o estudo analisa registros de brincadeiras em uma escola de Santa Maria/RS, destacando as crianças como sujeitos de direitos e produtoras de culturas próprias, com tempos e modos distintos dos adultos. Por fim, “Atravessamentos contemporâneos e caminhos para o protagonismo infantil”, de Daniela Cruz, Joceane Machado, Keila Urrutia e Mariana Lemes, discute as práticas educativas menos adultocêntricas na Educação Infantil. A partir de observação participante em uma EMEI de Santa Maria/RS, evidencia-se o protagonismo das crianças e sua capacidade inventiva e criativa de aprender e se expressar de múltiplas formas, revelando a potência das experiências cotidianas como espaço de produção de cultura.
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