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O Grupo de Estudos Infância e Feminismos (InFemis), vinculado à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), surge da necessidade de articular os estudos da infância às perspectivas feministas, propondo uma nova epistemologia para o campo. Atualmente, reúne seis doutorandas e sete mestrandas, além de pesquisadoras externas, como Daniela Finco (Unifesp) e Vanessa Medianeira da Silva Flôres (UFPR).Tem como objetivo promover pesquisas sob a lente feminista, fortalecendo a produção teórica e o desenvolvimento de políticas públicas pautadas na igualdade, equidade e justiça social. Suas linhas de pesquisa abrangem: Feminismos e Educação; Educação Antissexista e Antirracista; Gênero, Sexualidade(s) e Infância(s); Infância e Educação de Crianças; Infâncias e Sociologia da Infância. O grupo mantém atuação contínua em eventos científicos como Grupeci, Copeni e Anped, com publicações e parcerias de pesquisa nacionais e internacionais voltadas às temáticas da infância, dos feminismos e da igualdade de gênero. Nesta edição do Grupeci, o grupo apresenta suas discussões no eixo “Infâncias, inclusão, marcadores sociais da diferença e interseccionalidade”. O conceito de interseccionalidade tem sido central nas análises do InFemis, pois permite compreender a infância em articulação com outros atravessamentos, como gênero, raça, classe e território.
São apresentadas três pesquisas desenvolvidas no grupo:
“Para enegrecer a formação docente: olhares interseccionais sobre o perfil da docência na educação infantil” (Mayra Silva dos Santos, Andrea Moruzzi e Laura Rodrigues Paim Pamplona), que problematiza o caráter majoritariamente branco e feminino da docência na educação infantil;
“Infância e gênero como operadores analíticos da crise climática: perspectivas ecosóficas, ecofeministas e decoloniais” (Gabriella Pizzolante da Silva, Natália Abdul e Andrea Moruzzi), que relaciona infância e gênero às crises ambientais sob uma perspectiva ecofeminista;
“Infância e gênero em movimento: fluxos dos debates nos Grupecis frente aos avanços da extrema direita” (Vanessa Medianeira da Silva Flôres e Andrea Moruzzi), que analisa a visibilidade do tema gênero no próprio evento, questionando sua pouca centralidade mesmo em edições com ênfase política e ética nas problemáticas sociais.
Com essas pesquisas, o grupo busca refletir sobre as potencialidades da interseccionalidade como categoria analítica, aprimorar metodologias sob essa perspectiva e contribuir para o fortalecimento do campo da infância a partir de um olhar feminista, crítico e plural.
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