EMPODERAMENTO E EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA LITERATURA CIENTÍFICA

Vol 1, 2019 - 122166
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Resumo

Introdução: O empoderamento nas dimensões educativas e políticas proposto por Paulo Freire, está ligado ao sentido de transformação social e visa desenvolver um processo de conscientização a partir de uma prática pedagógica dialógica, elemento importante para a emancipação dos sujeitos sociais. Na perspectiva Freiriana é essencial que se compreenda o processo de empoderamento no sentido amplo de processos políticos e mudanças sociais. Paulo Freire (1986) destaca que “A libertação é um ato social”, este pensamento influenciou uma nova concepção de empowerment, um conceito chave na promoção da saúde. Na prática educativa tanto educadores e educandos são sujeitos de um processo dialógico, e as oportunidades de conhecimento são criadas com a participação de ambos. Freire ainda destaca que a aprendizagem é um processo horizontal, seus atores aprendem através da convivência com o outro. Gonh (2002) refere a importância do pensamento de Paulo Freire na década 1990, ele permite gerar um processo de incentivo às potencialidades dos próprios indivíduos para melhorarem suas condições imediatas de vida, objetivando o empoderamento da comunidade. Objetivo: Discutir a concepção de empoderamento a partir da literatura científica. Metodologia: O referente artigo trata-se de uma revisão bibliográfica acerca do conceito empoderamento. Para o levantamento dos artigos na literatura realizou-se uma busca na base de dados (Scielo) os seguintes descritores: empoderamerto e empoderamento na saúde. O estudo foi realizado nos períodos de 10-03-2019 a 01-06-2019. Foram coletados 81 artigos e selecionados 18 que teve como critério com a temática empoderamento na saúde e artigos em português, compreendido entre os anos 2004 e 2018. Resultados: O referente trabalho foi desenvolvendo uma análise crítica a partir das respectivas concepções sobre o empoderamento no campo da saúde, privilegiando as teorias críticas sociais através de uma breve revisão bibliográfica da literatura. Visando compreender e refletir sobre diferentes conceitos confrontados. Com o objetivo de identificar os desafios enfrentados pela educação enquanto prática emancipatória e ressaltar a necessidade dialógica educativa que visem novas possibilidades analíticas para entender educação como processo de relações e práticas de liberdade. Os artigos relatam sobre a necessidade de entender a educação como processo de relações e prática de liberdade. Desta forma, para que a pessoa se torne empoderada, o modelo dialógico se torna apropriado para que a educação em saúde seja o instrumento-chave dessa proposta, a de converter a passividade dos sujeitos em posição ativa e crítica, diante da completude do saber científico. O empoderamento visa conscientizar sobre as forças opressoras e poder políticos que tentam oprimir as camadas populares da sociedade, neste sentido o empoderamento servira como libertação, uma forma de quebrar as amarras, e assim, o sujeito tomar para si o domínio da sua vida, através da autonomia. A partir de práticas educativas de base freiriana na promoção da saúde, podemos abrir novas possibilidades de estabelecer estratégias participativas para valorização do indivíduo, visando atender as perspectivas. A análise do conteúdo possibilitou inferir que a educação dialógica em saúde é elemento principal incentivar o empoderamento e potencializar as transformações das práticas na saúde. Conclusões: O desafio que se coloca a educação como instrumento da promoção da saúde na perspectiva de empoderar os usuários do SUS, significa torná-los mais forte, dar condições para que ela sinta segura e autoconfiantes, tornando-as protagonista de sua própria vida.

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Eixo Temático
  • GT 14- Extensão e educação popular: Estratégias de enfrentamento para a garantia do Direito à Saúde e do Bem Viver