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Introdução: As novas Diretrizes Curriculares (DCNs) para os cursos da saúde trazem desafios para uma formação que consolide novos modelos de atenção, promova a superação das desigualdades de gênero e raça e que fortaleça o Sistema Único de Saúde. As DCNs reafirmam a necessidade dos cursos de graduação na área da saúde construírem um conhecimento integrado e contextualizado, que articule teoria e prática voltadas para um percurso formativo que vincula o ensino, as realidades do serviço, a prática profissional em seus contextos sócio-econômico-político-culturais. Essa formação visa preparar os/as alunos/as para ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação tanto individual como coletiva com qualidade técnico-científica e princípios éticos e de responsabilidade social que interfiram em processos de autonomia e emancipação dos sujeitos. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo relatar o processo de construção de novas tecnologias educacionais que irão fomentar na reforma curricular de cursos da saúde o desenvolvimento de pautas complexas como as violências e desigualdades de gênero e raça. Metodologia: Foi realizado na etapa I: a) levantamento bibliográfico para mapear as experiências de aprendizagens significativas no campo da saúde coletiva; b) levantamento bibliográfico para compreender os processos de construção das metodologias ativas para aplicação no campo da saúde. Na etapa II foram desenvolvidas por um grupo interprofissional de graduandos/as, diversas propostas educacionais na perspectiva de metodologias ativas enfocando temas como iniquidades sociais e saúde, racismo, violência racial, étnica e de gênero, estruturando estudos de casos, simulações e jogos interativos adequando os materiais as novas Diretrizes Curriculares previstas para o Curso de Saúde Coletiva. O conteúdo da etapa II foi categorizado nas áreas de competências previstas nas DCN. Na etapa III foram realizadas Oficinas de Extensão com estudantes para aplicação piloto do material construído. Resultados: As novas tecnologias de ensino elaboradas demostraram nas Oficinas Pilotos, realizadas com estudantes do curso de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília – Campus Darcy Ribeiro, serem potentes ferramentas de ensino aprendizagem para fomentar a implementação do currículo integrado na área da saúde, e apreender temas complexos como as desigualdades presentes no Brasil. Considerações finais: As metodologias ativas como dinâmicas de grupo, oficinas de teatro, estudos de casos, simulações realísticas, rodas de conversa e jogos interativos possibilitaram problematizar os modelos de atenção ofertados, a organização dos serviços de saúde, a formação dos profissionais de saúde para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS), dentre outras problemáticas que transversalizam o ensino comprometido com as transformações sociais, como propõe a perspectiva da Ecologia de Saberes.
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