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Objetivo: Este trabalho teve como objetivo investigar a utilização da perimetria do pescoço de atletas de rugby em cadeira de rodas como alternativa ao método tradicional de perimetria do abdômen. Método: A perimetria do abdômen e do pescoço de atletas de rugby foram mensurados com uma fita métrica. A composição corporal dos atletas foi avaliada através da densitometria por dupla emissão de raios X (DXA). A estatística descritiva por meio de média e desvio padrão foi utilizada para caracterizar a amostra. Os valores de perimetria do pescoço foram correlacionados por meio do teste de Pearson, aos dados de massa corporal avaliados com o DXA. O valor de significância adotado foi de p ≤ 0,05. Resultados: Participaram do estudo 11 atletas de rugby em cadeira de rodas com média de idade de 36,45 anos (dp = ± 7 anos), média de comprimento corporal de 1,70 m, média de peso corporal de 68,46 Kg (dp = ± 12 Kg) e média de IMC de 23,47 Kg/m² (dp = ± 4 Kg/m²). Os valores da circunferência do pescoço tiveram correlações fortes com o IMC dos atletas (r = 0,84; p = 0,00) e correlações moderadas, porém não significativa com a massa gorda dos atletas (r = 0,53; p = 0,09). Conclusão: Com base nos resultados encontrados nesse estudo inicial, é possível perceber uma relação do IMC com a circunferência do pescoço e uma tendencia de relação com a quantidade de massa gorda no corpo. Atletas de rugby que possuem tetraplegia apresentam maior circunferência de abdômen por conta da flacidez muscular, dessa forma, encontrar outras formas de avaliar a composição corporal desses atletas é importante, e com base nos resultados encontrados aqui a perimetria do pescoço parece interessante, porém necessita de maior investigação.
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