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Objetivo: Este trabalho teve como objetivo apresentar a trajetória das mulheres com deficiência visual dentro do judô nos Jogos Paralímpicos, desde a introdução das categorias femininas nas Paralimpíadas até a sua última edição. Método: O estudo apresenta uma pesquisa descritiva, que discute a trajetória da mulher no judô paralímpico por meio da análise de dados quantitativos que comparam a participação feminina em edições de jogos de verão. Resultados: Identificamos um aumento progressivo da participação das mulheres desde a primeira edição (Atenas, 2004) em que houve a inserção da categoria feminina, com 35 mulheres competindo na modalidade, o que representa 29,6% dos atletas participantes do judô naquele ano, até a última edição (Tóquio, 2021), em que este número se ampliou para 56 mulheres, representando 41,1% de participação feminina no Judô. Há um destaque para os resultados no Brasil, visto que das 22 medalhas do país na modalidade, 14 (representando 63,6%) foram conquistadas pelas mulheres, sendo 1 ouro de Alana Maldonado, que foi campeã na sua categoria na última edição, 6 pratas e 7 bronzes. Além disso, as judocas brasileiras conquistaram medalhas em todas as edições dos jogos. Discussão: Foi possível perceber que houve uma demora para as mulheres com deficiência começarem a participar e ocupar um espaço de protagonismo no Judô Paralímpico mundial. Entretanto, atualmente há uma equiparação com as categorias masculinas no que diz respeito à competitividade e conquistas, e as judocas brasileiras se destacam na modalidade internacionalmente, contribuindo não somente para o aumento da prática esportiva para pessoas com deficiência como para o empoderamento das mulheres com deficiência dentro e fora do esporte.
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