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Objetivo: O presente estudo objetivou investigar a qualidade de sono de atletas da Seleção Brasileira Paralímpica de Fundo e Meio Fundo do atletismo, antes e após período de quatro semanas de treinamento em altitude. Método: A amostra foi composta por três atletas pertencentes à referida Seleção, sendo um deficiente visual (recordista paralímpico na prova de 1.500m e campeão paralímpico nos 5.000m, classe T11) e seus dois guias. Os atletas foram expostos a um mês de treinamento em altitude sob regime “viver alto treinar alto” realizado na Colômbia, a ~2500m acima do nível do mar, como forma de preparação para as futuras competições. Para análise do perfil de sono foram utilizados o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh e a Escala de Sonolência de Epworth, sendo esses instrumentos aplicados antes do início do treinamento e após as quatro semanas de intervenção. Resultados: De acordo com a escala de Epworth, um atleta apresentou sonolência normal e outros dois, sonolência anormal, em ambos os momentos analisados. Em relação aos dados obtidos pela escala de Pittsburgh, boa qualidade de sono foi identificada em dois participantes, baixa qualidade para um atleta, também em ambos os momentos. Além disso, nenhum atleta relatou sono excessivo e todos acreditavam que a quantidade de horas dormidas na fase pré e durante as quatro semanas foi suficiente. Conclusão: A exposição ao treinamento em altitude sob o regime viver alto e treinar alto aparentemente não afetou a qualidade de sono dos atletas. Entretanto, há necessidade de estudos adicionais com maior n amostral e composto por atletas de elevado desempenho, a fim de contribuir com recomendações específicas acerca da qualidade de sono em situações de hipóxia.
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