USO DA UREIA COMUM OU PROTEGIDA NA SUPLEMENTAÇÃO DE OVELHAS EM LACTAÇÃO: PARÂMETROS PRODUTIVOS, NUTRICIONAIS E METABÓLITOS
Objetivou-se avaliar o efeito da utilização da ureia convencional e da ureia protegida sobre o consumo, metabólitos e desempenho de ovelhas em lactação. Foram utilizadas 12 ovelhas (seis em cada tratamento), que receberam silagem de milho como volumoso e proteinado com diferentes fontes de nitrogênio não protéico (ureia convencional e ureia protegida). As ovelhas foram separadas em 2 piquetes a partir de 60 dias até 135 dias de gestação, 15 dias antes do parto as ovelhas foram confinadas e permaneceram até os 90 dias de lactação e os filhotes foram mantidos com suas mães. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental Capim Branco da Universidade Federal de Uberlândia. Na fase do pré-parto, as ovelhas foram pesadas e mensuradas as medidas corporais, circunferência do barril (CB) e escore de condição corporal (ECC). Imediatamente após o parto, as ovelhas foram pesadas e tomadas as seguintes mensurações: CB; peso da cria; peso da placenta. Na lactação, nos períodos 0, 15, 30, 45, 60, 75 e 90 dias, foi mensurado o peso corporal e as seguintes medidas biométricas: CB e ECC. Foram realizadas coletas de sangue das ovelhas nos períodos 0, 15, 30, 45, 60, 75, 90 dias Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado com medidas repetidas no tempo, arranjados 2 parcelas. Não houve diferença estatística no peso, CB e ECC das ovelhas nos diferentes tratamentos. Foi verificada equação quadrática nas avaliações de peso corporal, circunferência do barril escore de condição corporal das ovelhas durante a lactação. Houve diferença estatística no perfil metabólico das ovelhas entre os 2 tratamentos para ureia e albumina no momento do parto e durante a lactação houve efeito linear decrescente para creatinina e efeito quadrático para colesterol e triglicerídeos.