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EFEITO DA OCITOCINA SOBRE A PRODUÇÃO TOTAL E COMPOSIÇÃO DO LEITE

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Objetivou-se avaliar a eficiência do uso da administração de ocitocina exógena sobre a ejeção, produção e composição do leite de vacas. Foram utilizadas 22 vacas, sendo oito vacas meio sangue (holandesa x GIR) e 14 vacas GIR puro sangue. No tratamento 1 (ocitocina) foram administrados 0,3ml de ocitocina para ejeção do leite e no tratamento 2 foi administrado placebo que consistiu em inserção da agulha na veia mamária sem administração do hormônio. Para retirada do leite residual aplicou-se 3,0ml de ocitocina nos dois tratamentos. Pesou-se a quantidade de leite ordenhado e leite residual para comparar a diferença. Foram coletadas amostras do leite ordenhado e leite residual de ambos os dias, para análise laboratorial, da contagem de células somática (CCS), teor de lactose, gorduras totais, proteína, sólidos totais e extrato seco desengordurado das amostras, com a finalidade de verificar a composição e qualidade do leite. Os animais ordenhados com ocitocina produziram 1,55 kg de leite residual, correspondendo a 14,58% do leite total enquanto os animais que receberam o tratamento placebo produziram 5,06 kg de leite residual correspondente a 51,48% do leite total. Foi observado um aumento significativo de leite residual no tratamento placebo demonstrando uma ineficiência no processo de ejeção do leite. Comparando a quantidade de leite total recuperado após as duas ordenhas observou equidade entre os tratamentos, 10,56 kg de leite para o tratamento ocitocina e 10,12 kg para o tratamento placebo, demonstrando a eficiência da ocitocina em ambos os momentos de aplicação. Foi observada menor concentração de gordura no leite ordenhado das vacas que receberam placebo, e uma maior porcentagem de gordura no leite residual, de ambos os tratamentos. Conclui se que nas condições experimentais adotadas, a administração de ocitocina exógena estimula a ejeção leiteira de vacas, o que resulta em menor retenção láctea.