Consumo e disgestibilidade de dietas para ovinos com níveis crescentes de farelo de girassol
Objetivou-se avaliar a inclusão do farelo de girassol sobre o consumo e digestibilidade de nutrientes de dietas para ovinos. Foram utilizados 24 cordeiros distribuídos em delineamentos de blocos casualizados. Os blocos foram divididos de acordo com o peso corporal inicial dos animais. Os tratamentos avaliados consistiram na inclusão de 0, 100, 200 e 300 g kg-1 de matéria seca no concentrado adicionado à silagem de milho. O período experimental teve duração de 60 dias, divididos em três períodos de vinte dias, sendo em cada período 15 dias destinados a adaptação dos animais e 5 dias de coleta. Posteriormente foram realizadas análises bromatológicas para determinação dos teores de matéria seca (MS), matéria mineral (MM), proteína bruta (PB), fibra em detergente ácido (FDA) e fibra em detergente neutro (FDN). O uso do farelo de girassol não influenciou o consumo de MS e MO (P>0.05), sendo as medias encontradas de 612,425 g/dia; 50,48 g/UTM/dia; 565,81 g/dia; 46,64 g/UTM/dia respectivamente. Com a inclusão do FG, o consumo de carboidratos não fibrosos reduziu linearmente (P<0.05) e o consumo diário de FDN e FDA aumentaram linearmente (P<0.05). A digestibilidade da MS, MO, FDN e dos carboidratos não fibrosos também foram reduzidas linearmente (P<0.05). O farelo de girassol quando incluído em até 300 g kg-1 na dieta de ovinos não altera o consumo dos animais, entretanto reduz a digestibilidade dos carboidratos.