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BETA CASEINA A2 E SUA RELAÇÃO COM A PRODUÇÃO E COMPOSIÇÃO DO LEITE DE VACAS GIR LEITEIRO

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A proteína A1, variante da família da beta caseína, tem sido relacionada com vários tipos de alergias, diabetes e riscos de doenças cardíacas. No entanto, em termos práticos, a seleção para o alelo A2 em rebanhos leiteiros requer estudos que relacionem o genótipo com características de produção. Diante do exposto, objetivou-se identificar e avaliar a influência do genótipo da Beta-Caseína A2 em vacas da raça Gir Leiteiro sobre a produção e composição do leite. Foram avaliadas 17 vacas da raça Gir Leiteiro, entre 30 e 120 dias em lactação, sendo: 8 animais da categoria vaca jovem e 9 animais da categoria vaca adulta. Dos 17 animais avaliados, 7 deles apresentaram heterozigose (A1A2), enquanto que a maioria (10 animais) apresentou homozigose para o alelo A2. Foi observada interação significativa entre categoria e genótipo para todas as características avaliadas. No grupo das vacas jovens, não foi observada diferença estatística quanto à produção de leite (P>0,05) entre os animais A1A2 e A2A2, porém, os animais apresentaram maior % de gordura (P=0,0129), maior porcentagem de proteína (P=0,0642), maior porcentagem de SNG (P= 0,0791), maior porcentagem de Lactose (P=0,0945) e maior porcentagem de Sais (P=0,0738). No grupo das vacas adultas, foi observada diferença significativa para as variáveis produção de leite (P=0,0234), onde os animais A1A2 apresentaram maior produção (P=0,0234) quando comparadas aos animais A2A2. Novos estudos sobre o polimorfismo A1/A2 deverão ser realizados com o objetivo de avaliar o seu efeito sobre parâmetros produtivos e efetivá-lo como marcador em programas de seleção genética.