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O processo de codificação do vídeo-ensaio queer, no Canal ContraPoints, do YouTube
RAFAEL ALZIRO SILVA PEREIRA
UNICAMP
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Crie um tópicoCom a ascensão da internet, e o decorrente surgimento de plataformas de streaming, o vídeo digital redefiniu as relações de produção e recepção de produtos audiovisuais em escala global. O YouTube, uma das mais utilizadas plataformas de streaming de vídeo da atualidade, nesse contexto, destaca-se por permitir não só o acesso gratuito e quase ilimitado a material audiovisual diverso, mas também o upload de vídeos autorais por parte dos próprios usuários. Dentre os discursos audiovisuais vinculados no YouTube, essa pesquisa estudou o vídeo-ensaio. Tal modo de subjetivação é móvel, instável e incerta, sendo que o ensaísta parte de si, inscrevendo-se na cena como forma de permear espaços públicos, fugindo da noção de um sujeito soberano. Para essa pesquisa, escolheu-se como objeto de estudo os vídeos do canal ContraPoints, de autoria da estadunidense Natalie Wynn, uma mulher lésbica e transgênero. Aqui, entretanto, compreende-se a codificação do vídeo-ensaio queer como um processo que considera não somente a identidade não-normativa do realizador audiovisual, mas também dos códigos presentes na obra do mesmo. As normas são definidas a partir de regras formais do meio onde o vídeo localiza-se e das formações discursivas dos contextos sociopolítico-culturais. No caso dos vídeos de Natalie Wynn, percebe-se que seu caráter ensaístico e performático são, entre outras coisas, fatores que os posicionam fora da norma do YouTube e lhe atribuem um caráter queer.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq
Carolina de Oliveira Silva
Parabéns, Rafael! Sua pesquisa apresenta um objeto muito estimulante e que prevê uma série de desdobramentos, principalmente no que se refere ao campo dos estudos de gênero!
A perspectiva da teoria queer como uma orientação metodológica e intelectual, na sua opinião, guardaria relações estéticas no que se refere à forma do vídeo-ensaio, tendo em vista a própria dificuldade de sua definição dentro do universo do audiovisual?
A ideia do interstício é bastante interessante, gostaria de entender melhor, talvez com exemplos de trechos de imagens e som. Isso pode render futuros aprofundamentos de análises.
Muito curioso o aspecto da codificação implícita (a imagem de um comentarista e o fundo de estantes de livros) como forma de codificação da erudição – poderia apontar exemplos desses canais (para comparação)?
Rodrigo Cruz Lopes
Oi Rafael!
Sou fã da contrapoints e tbm estudo gênero e sexualidade.
Gostei muito do seu trabalho, achei didático e profundo na medida que uma IC precisa ser. Eu que não sou da midialogia consegui entender
Abraços,
Parabéns!
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