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Nos últimos anos, o elevado consumo de açúcar pela população mundial tem colaborado para o atingimento de valores energéticos diários que excedem os recomendados pelas autoridades sanitárias e, consequentemente, para o aumento da obesidade em adultos e crianças. Desta forma, inúmeras estratégias têm sido utilizadas para a redução do açúcar nos produtos industrializados, incluindo a realização de campanhas educativas, a taxação de bebidas contendo açúcares adicionados, a restrição de publicidade de alimentos e bebidas adoçados com açúcar e a reformulação destes produtos pelas indústrias alimentícias, entre outras. Em termos de reformulação, a substituição dos açúcares por edulcorantes tem se mostrado uma estratégia eficaz, pois permite uma redução da quantidade de calorias ingeridas sem afetar drasticamente a doçura e as características organolépticas do produto. De forma a verificar os possíveis impactos causados pelo acordo de redução de açúcar firmado em 2018 entre o Ministério da Saúde e as indústrias alimentícias, e pelas novas regulamentações aprovadas em 2020 e vigentes a partir de 2022 pela ANVISA, que estabelecem o uso mandatório de símbolo informativo de alto teor de açúcar nos rótulos dos produtos, se faz necessária uma análise atual e abrangente sobre edulcorantes de alta intensidade declarados nos rótulos de alimentos e bebidas comercializados no país.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: SAE/UNICAMP
Cassia Chiari
Boa tarde, Carolina. Parabéns pelo trabalho, está excelente! Gostaria de perguntar quais foram as maiores dificuldades que você encontrou desenvolvendo esse projeto, como as enfrentou e quais são as perspectivas futuras desse projeto?
Gustavo Lombardi
Boa noite, Carolina. Gostei bastante do teu trabalho. Você fez um levantamento bem significativo de produtos contendo esse composto químico, parabéns.
Minha sugestão é que você apresente seus resultados em gráficos ou tabelas (ou os dois). Assim fica muito mais claro e fácil de consultar.
Carolina Takehara
Olá Gustavo, agradeço os elogios e o seu interesse pela minha pesquisa. Concordo com o seu ponto de vista, realmente fica complicado de consultar os resultados obtidos, pois há muita informação numérica. Na realidade, todos resultados também foram expressos em tabelas e gráficos (pizza e barras). No entanto, como eram muitos e cada um deles ocupariam grande parte da página, não haveria espaço suficiente para a discussão dos resultados e excederia o limite de páginas do resumo, infelizmente. Gostaria muito de tê-los adicionados para facilitar a visualização dos resultados obtidos.
Letícia Benatti
Parabéns pelo trabalho Carolina! Tema atual e muito bem explorado.
Carolina Takehara
Muito obrigada, Letícia!
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Carolina Takehara
Olá Cassia, agradeço os elogios e o seu interesse pela minha pesquisa. Durante o desenvolvimento do atual projeto, a maior dificuldade que encontrei foi em relação à coleta dos dados, visto que inúmeros fabricantes não forneciam a lista de ingredientes de seus produtos nos websites. Desta forma, tive que recorrer a diferentes websites de supermercados, que por sua vez, muitas vezes não atualizavam as listas de ingredientes de seus produtos (nos casos de reformulação) ou as listas de ingredientes não apresentavam concordância com websites de outras plataformas de vendas online. Além disso, como foram coletados os dados de um número muito elevado de amostras (1879 amostras), outra dificuldade foi dividi-las minuciosamente em diferentes grupos, de forma que correspondesse à categorização dos alimentos e bebidas contendo edulcorantes de alta intensidade baseada na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017- 2018: Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020). Por fim, as perspectivas futuras desse projeto estão relacionadas à análise da rotulagem frontal dos produtos contendo edulcorantes de alta intensidade, de forma a categorizá-las em relação ao seu tipo (convencional, zero, diet e light) e avaliar o impacto das novas regras de rotulagem nutricional frontal após sua implementação. Um ponto interessante que estive observando durante essa análise, são os inúmeros equívocos dos fabricantes em relação à definição de cada tipo (convencional, zero, diet e light) e até uma possível manipulação visual da rotulagem frontal do produto. Por exemplo, um produto “zero adição de açúcares” não significa que não contém açúcares em sua composição, uma vez que há matérias primas que possuem o próprio açúcar, como as frutas. Muitos desses produtos apresentavam a palavra “zero” bem evidente na rotulagem frontal, enquanto “adição de açúcares” estavam implícitos ou bem menos evidentes. A continuação do projeto trará uma abordagem maior dos pontos associados ao tipo do produto, à sua rotulagem frontal e às possíveis complicações ligadas ao mesmo.
Cassia Chiari
Muito obrigada, Carolina! Muito interessante o que você está trabalhando. Desejo muito sucesso nessa próxima etapa.