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Publicação: 'Nem fome, nem bala e nem covid. O povo negro quer viver!' - A atuação da Coalizão Negra por Direitos durante a pandemia
Parabéns pelo trabalho temas super em alta.
Comentário de um dos avaliadores
Publicação: ANÁLISE DE EVENTOS EXTREMOS DE PRECIPITAÇÃO COM ÊNFASE EM DESASTRES NATURAIS EM ÁREAS URBANAS
Bom dia Vanessa. Me chama Pedro, sou um dos seus avaliadores - sou estudante de pós-graduação do IG-UNICAMP. Parabéns pela sua apresentação e pelo seu trabalho, estão muito interessantes. Achei, em especial, muito bacana a sua iniciativa de não só apresentar o total de desastres para o município como um todo, mas segmenta-los por diferentes áreas, e buscar verificar e discutir se havia diferenças entre eles.
Caso você siga trabalhando com o tema (espero que sim, pois é um trabalho muito bom o que você está fazendo), uma possibilidade para seguir aprofundando o estudo é discutir mais quais os fatores que levam a essa distribuição desigual. Além dos fatores que você discute no texto, acho que seria interessante você considerar também a questão do relevo e da geologia (quais região tem terrenos mais acidentados, e rochas ou solos tidos como mais frágeis e suscetíveis a desastres naturais? e quais tem menos? quais tem rochas e solos mais permeáveis, que assim inibem enchentes, e quais tem menos? Algo interessante é que Campinas é uma zona de transição geológica e geomorfológica - a cidade fica bem na divisa entre os dois principais domínios geológicos do estado, tendo trechos associados a cada um deles, que tem um padrão de rochas, relevo e solos bem diferente entre si) e a densidade de ocupação e impermeabilização (quais destas regiões tem uma maior quantidade de habitantes por km2? e quais tem uma maior quantidade de solos impermeabilizados por km2?). Outra sugestão que fazia era tentar verificar se existe alguma variação espacial importante nos padrões das chuvas de cada uma dessas regiões de Campinas. Além do IAC, O DAEE tem uma rede de pluviômetros espalhados em todo o estado, com vários deles presentes em cada município. No site deles você consegue baixar esses dados em planilhas, e com isso pode aprofundar sua análise das chuvas, pegando pluviómetros de cada uma das quatro regiões, e vendo se tem diferenças entre elas. Existe também alguns outros trabalhos sendo feitos sobre isso (análise das chuvas de Campinas - alguns nessa edição do PIBIC mesmo) que também tem informações que podem contribuir e ser incorporadas na sua análise.
Uma questão tive ao ver seu trabalho escrito foi que Fevereiro não é o mês com maiores chuvas totais, mas é o mês com mais desastres naturais. Haveria nesse mês uma concentração maior de chuvas em dias específicos comparado com outros meses do verão para contribuir para esse padrão?
O seu trabalho realmente é muito bom e interessante, espero que você continue trabalhando com pesquisa, com certeza tem muito para contribuir.
Obs - Vanessa, eu tomei a liberdade de baixar seu arquivo PDF, e converte-lo para DOC, e ir fazendo alguns comentários enquanto lia, com sugestões de possíveis caminhos para você seguir trabalhando seu tema. Não consegui mandar aqui pelo sistema. Seria possível você me disponibilizar um e-mai seu, onde poderia mandar o seu arquivo comentado, junto também com algumas sugestões de textos, que talvez você acharia interessante para dialogar e seguir trabalhando no assunto?
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