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Relação entre linguagem e constituição psíquica em um caso de autismo

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Esse trabalho trata-se de um estudo de caso de um menino de 2 anos e seis meses, com um diagnóstico psiquiátrico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), atendido no Grupo de Avaliação e Prevenção de Alterações de Linguagem (GAPAL/FCM/UNICAMP) e justifica-se devido à importância da intervenção precoce em casos em que há indicadores de risco psíquico. A partir de uma fundamentação psicanalítica, pode-se considerar a posição autista como uma recusa à entrada na ordem da linguagem, o que gera uma série de impasses para a constituição psíquica do sujeito. O estudo teve por objetivos discutir os efeitos na linguagem do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e analisar os recursos do manhês e da musicalidade como ferramentas na terapia fonoaudiológica. Conclui-se que o uso do manhês e da musicalidade, nos momentos fugazes de brincadeira compartilhada, foram estratégias terapêuticas importantes ao longo do atendimento fonoaudiológico.