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O USO DA N- ACETILCISTEÍNA VERSUS PLACEBO NA PREVENÇÃO DAS TOXICIDADES INDUZIDAS POR CISPLATINA: UMA ANÁLISE FARMACOECONÔMICA

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O objetivo deste estudo foi avaliar os impactos clínicos e econômicos decorrentes da utilização da n-acetilcisteína para prevenção de nefrotoxicidade e ototoxicidade em pacientes com câncer de cabeça e pescoço que receberam tratamento com cisplatina e radioterapia. Trata-se de um estudo randomizado, duplo-cego, placebo-controlado com 57 pacientes em tratamento com cisplatina (3 ciclos, 80-100 mg/m2) e radioterapia. Os pacientes foram randomizados e lhes foi dado: (a) xarope de n-acetilcisteína, 600 mg, via oral, uma vez ao dia, à noite, por sete dias consecutivos (dois dias antes da quimioterpia, no dia da quimioterapia e quatro dias após a quimioterapia), n = 28; ou (b) placebo, administrado da mesma forma que a n-acetilcisteína, n = 29. A creatinina sérica e o clearance de creatinina (fórmula de Cockroft-Gault) foram acompanhados antes, 5 e 20 dias após cada ciclo de cisplatina para avaliação da nefrotoxicidade. Audiometria tonal pré e pós tratamento foi realizada para avaliação de ototoxicidade. A gravidade foi classificada pelo Common Toxicity Criteria for Adverse Events. Para avaliação da qualidade de vida dos pacientes foram utilizados os questionários EORTC QLQ-C30 versão 3.0 (avaliação geral) e EORTC QLQ-H&N35 (específico para câncer de cabeça e pescoço). Foi feita a avaliação dos custos e análise farmacoeconômica. Para a comparação dos grupos foram utilizados os testes estatísticos Chi-quadrado, Exato de Fisher e Mann-whitney (p <0,05).