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O desvio como especificidade no modo de teorização da psicanálise

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Como poderíamos pensar o fazer teórico da psicanálise? É uma arte? É uma ciência? Como pode haver um conhecimento que implique desconhecimento? De que lugar a psicanálise interroga a ciência? Como a psicanálise bebe da arte? Qual é a arte do fazer que se volta para a cura questionando insistentemente qual a possibilidade de uma cura? O que é cura? O que é invenção? Quem inventa? Tais questões se entrelaçam no que tange à divisão do sujeito que, ao ser interrogado no cenário clínico, se mostra cientificizável. Como? Eis a pergunta que, entre desvios, mostra os caminhos tortos por meio dos quais a psicanálise realiza sua dança tão fincada na ciência quanto na arte.