CARDIOPROTECTION EFFECTS OF EUTERPE OLERACEA (AÇAÍ) EXTRACT ON THE FAC-D PROTOCOL IN EXPERIMENTAL BREAST CANCER

Vol 1, 2020 - 131256
Doutorado
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Abstract

Introduction and objectives: Breast cancer has been recognized as a major public health problem in the world. Is the most common cancer, and the leading cause of cancer death among women worldwide. The treatments include surgery, radiation, chemotherapy, hormone and targeted therapy. FAC-D protocol (5-fluorouracil, doxorubicin and cyclophosphamide, with docetaxel or paclitaxel) is the most common chemotherapy regimen in Brazil, and produces many adverse effects, which negative impact in the quality of life and in the treatment success. A Brazilian native fruit, açaí, has already been demonstrated to exhibit anti-inflammatory, antioxidant, anticancer and cardioprotective effects. Thus, the present study purposed to evaluation of the combined use of açaí and the FAC-D protocol in breast cancer model. Materials and Methods: Ethical approval by CEUA UEZO (No. 008/2014). Breast cancer was induced in 40 female Wistar by a single subcutaneous injection of 25mg/kg of 7,12-dimethylbenzanthracene (DMBA) in the mammary gland. Açaí treatment (200 mg/kg) or saline was initiated after 60 days, via gastric tube for 45 consecutive days. FAC-D protocol (5-fluororacil, doxorubicin, cyclophosphamide and docetaxel) were initiated after 105 days of induction, and administered by intraperitoneal injection for 3 cycles with 7-day break each. After treatment, the tumor (macroscopic and histological), heart (macroscopic, histological and immunohistochemical) and blood (leukogram, glycemia and biochemical) were collected for analyses. Results and conclusions: Breast tumor was found as a cystic mass and fibrotic pattern in the mammary gland. Histological analysis showed greater presence of inflammatory clusters in the saline group, however, in the invasive carcinoma area no differences was observed in both groups. No difference was noted in both groups based on body weight, glycemia, creatinine, urea, AST and ALT. However, açaí treatment decreased CK and CKMB levels and increased in the neutrophils number. Heart histopathological showed higher toxicity effects with loss of architecture of cardiac tissue in the saline group, and in the açaí treatment, showed normal myocardium histology. The picrosirius immunohistochemistry analysis revealed a greater marking in the açaí heart samples. These results demonstrated that açaí decreased inflammation in tumor environment and exhibit a protection of chemotherapy agent cardiotoxicity, supporting the use of açaí for an adjuvant treatment together with chemotherapy drugs.

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Author

Jéssica Alessandra Perini

Boa tarde, Eduardo. Primeiramente gostaria de agradecer pela avaliação e discussões realizadas. Com relação aos questionamentos levantados, vou responder abaixo pontualmente cada um deles. 1- Com relação ao preparo do açaí, este é realizado pelo processo de liofilização utilizando uma solução hidroalcoólica extraída do fruto total do açaí (casca, polpa e caroço), ou seja, nenhuma parte do fruto do açaí é descartada. Após a liofilização o açaí é diluído em solução salina, sendo o valor de 200 mg/kg de açaí a dose administrada em cada dia de tratamento para cada animal. A dose do açaí (200mg/kg) foi escolhida por meio de um levantamento bibliográfico acerca dos estudos in vitro e in vivo que utilizaram o açaí como tratamento para alguma patologia, inclusive já era a dose que nosso grupo vinha utilizando no tratamento experimental in vivo da endometriose. Com relação ao paralelo com o consumo humano, poderíamos dizer que seria o equivalente a 300 ml de açaí, lembrando que o consumo deve ser do açaí puro, sem adição de xarope de guaraná por exemplo. 2- Com relação à caquexia associada ao tumor, isso também vemos em nosso modelo experimental, além disso, verificamos o aparecimento de ascite. E em ambos os casos, os animais são sacrificados e com isso acabam não entrando nas análises dos estudos, mas todas essas observações são anotadas e verificamos que ocorre em maior número nos animais controles. Os níveis de CK foram avaliados apenas no final dos experimentos, pela dificuldade técnica na retirada de volume sanguíneo satisfatório com o animal vivo. Mas, acreditamos que a redução nos níveis de CK sejam progressivas a cada semana de experimento. O que podemos observar no comportamento das ratas em estudos, é que o grupo que recebe o açaí as ratas são mais tranquilas, menos estressadas e com menor vocalização em relação ao manuseio humano. Além disso, aparentam apresentar menor desconforto durante a gavagem do que os animais que recebem apenas a solução salina. E essas observações são independentes do peso corporal do animal. 3- Com relação ao consumo do açaí por nós humanos, em nosso primeiro trabalho "Euterpe oleracea extract inhibits tumorigenesis effect of the chemical carcinogen DMBA in breast experimental cancer", observamos o efeito protetor e preventivo do extrato de açaí no desenvolvimento do câncer de mama e com isso, a intenção seria estimular o consumo in natura do fruto de açaí. Nesse segundo trabalho, a intenção era verificar se o açaí diminuiria os efeitos adversos da quimioterapia antineoplásica atual para o câncer de mama e, dessa forma, poderíamos avaliar a fruta in natura ou em cápsulas. Entretanto, se extrapolarmos nossos atuais achados in vivo, acreditamos que estaríamos estimulando o consumo do fruto in natura. Com relação ao fitoquímico responsável pelos efeitos observados, a literatura acerca do açaí destaca o polifenol como o principal responsável pelos efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, cardioprotetores e anticancerígenos. Entretanto, em nosso atual trabalho, nós utilizamos a fruta como um todo e não um fitoquímico isolado, e com isso, não podemos afirmar que ele seja o único responsável por essas ações. Por isso, também, acreditamos e incentivamos o consumo da fruta in natura tanto para a prevenção do desenvolvimento do câncer de mama como para a prevenção dos efeitos adversos à quimioterapia. Muito obrigada pelas considerações levantadas. É sempre muito bom ouvir as opiniões e questionamentos dos avaliadores para um maior amadurecimento do trabalho.

Eduardo Salustiano Jesus dos Santos

Muito obrigado pelas respostas. Muito boas as observações sobre o comportamento dos animais. É um pouco difícil de quantificar, mas são informações que eu gosto de relatar mesmo que por extenso na publicação. Deixaria como sugestões fazer um controle de peso da alimentação ingerida e trazer nos gráficos um controle dos animais com tumor mas não tratados, isso valorizaria muito os resultados. E para o futuro, a de se investigar mesmo a caquexia, com uma dosagem de TNF-alfa, de algumas citocinas no sangue periférico... Existem poucos trabalhos nessa área. Ano passado (ou retrasado) houve uma palestra excelente sobre isso aqui mesmo no Simpósio de Oncobiologia, da Dra. Marilia Seelaender. Gosto muito de trabalhos com produtos naturais, e vou tentar acompanhar o de vocês mais de perto. Parabéns!
Institutions
  • 1 Programa de Ciências Morfológicas / Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ / Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • 2 National Institute of Traumatology and Orthopaedics
  • 3 Centro Universitário Estadual da Zona Oeste
  • 4 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Keywords
Breast Neoplasms
Therapeutics
Euterpe oleracea