INRERFERÊNCIA DA ESMALTAÇÃO NA ADESÃO BACTERIANA A UNHAS POSTIÇA

Vol 1, 2023 - 300367
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Resumo

 

INTRODUÇÂO: O uso de unhas postiças para melhorar a aparência das unhas naturais pode representar um risco a infecções. Tal prática pode possibilitar uma forma de reservatório para vários microrganismos, como Pseudomonas aeruginosa, Serratia marscescens e Klebsiella pneumoniae comumente associados ao desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Em muitas instituições de saúde o uso dessas unhas artificiais e a esmaltação, especialmente com cores escuras, é considerada falha de conduta. Com base nesse contexto, o objetivo desse estudo foi verificar qual a interferência do esmalte na adesão bacteriana a unhas postiças.MÉTODOS: Foram utilizadas unhas postiças de material acrílico para a realização dos testes de adesão. As espécies bacterianas utilizadas para a análise foram: Escherichia coli ATCC- 35215, Pseudomonas aeruginosa ATCC-27853, Staphylococcus aureus ATCC- 25923. Inicialmente, padronizou-se os fragmentos de unhas (1x 2 mm), realizou-se a esmaltação com as seguintes cores: Renda, Base, Rebú e, algumas amostras foram avaliadas sem esmaltação. Em seguida, os fragmentos de unhas foram esterilizados em tubos contendo caldo Brain Heart Infusion (BHI). Para verificar a capacidade de adesão adicionou-se aos referidos tubos, 100 microlitros da suspensão bacteriana em salina, equiparada a escala 0,5 da escala de Mac Farland.Os fragmentos de unhas foram incubados em estufa bacteriológica (37° C/ 7 dias) lavados em salina e transferidos a tubos com 5ml de salina, foram agitados em Vórtex e, 100 microlitros dessa solução foi semeada em Ágar Nutriente, para a realização da contagem de unidades formadores de colônia (UFC) após 24h de incubação. O experimento foi realizado em duplicata e usou-se como controle negativo fragmentos de unhas nas mesmas condições supracitadas, mas, sem inóculo bacteriano.RESULTADOS: Inicialmente, observou-se que todas as estirpes bacterianas foram capazes de aderir aos fragmentos de unhas artificiais. Notou-se que as unhas com menores médias de contagens de UFC, foram àquelas que estavam esmaltadas de cor “Rebú”, apresentando apenas 10, 19 e 9 UFC para E. coli, S. aureus e P.aeruginosa, respectivamente. Diferentemente, nos fragmentos de unhas esmaltados apenas com “Base”, quantificou-se elevada média de contagem de números de colônias para as mesmas linhagens bacterianas supracitadas: 226, 310 e 114 UFC. CONCLUSÃO: A esmaltação influência na capacidade de adesão bacteriana a unhas postiças.

 

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Instituições
  • 1 Graduanda em Biomedicina/Instituto Florence-IFES
  • 2 Enfermeira, Docente da UFMA e Instituto Florence de Ensino Superior-IFES
  • 3 Docente do IFMA
Eixo Temático
  • 1. Biociências aplicadas à saúde humana e animal
Palavras-chave
Adesão bacteriana
Unhas
Esmalte