EFEITO DO CONSUMO DE GRILO PRETO (Gryllus assimilis) EM PÓ, ASSOCIADO OU NÃO À FARINHA DE SOJA, NA SAÚDE INTESTINAL DE RATOS WISTAR

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Resumo

Embora os insetos comestíveis destaquem-se quanto ao conteúdo proteico, eles também fornecem quantidade significativa de fibras, que podem chegar intactas ao intestino grosso. As fibras exercem potencial prebiótico, promovendo o crescimento de bactérias benéficas e melhorando a saúde intestinal. Objetivou-se avaliar o efeito do Gryllus assimilis em pó, associado ou não à farinha de soja, na saúde intestinal in vivo. Trinta e dois ratos Wistar foram divididos em 4 grupos (n=8): AIN: controle caseína; GPFS: grilo em pó + farinha de soja; GP: grilo em pó; e FS: farinha de soja. Para avaliação da saúde intestinal, utilizaram-se parâmetros como a quantificação de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), determinação do pH e umidade fecal e avaliação da coloração e consistência das fezes pela Escala de Bristol. A produção de ácido acético, assim como o pH, não mostrou diferença significante entre os grupos (p>0,05). O ácido butírico mostrou-se aumentado em AIN e reduzido em FS (p<0,05). O ácido propiônico, por sua vez, mostrou-se maior no grupo AIN (p<0,05). Isso demonstra que o grilo em pó, acrescido ou não da farinha de soja, não afetou a produção de ácidos butírico e acético. O grupo GPFS apresentou maior valor (p<0,05) de umidade fecal comparado ao AIN e FS. Quanto à consistência e coloração fecal, não houve diferença entre os grupos, entretanto, os grupos GP, GPFS e FS foram caracterizados na escala de Bristol como “semelhante a salsicha ou semelhante a cobra, liso e macio”. Para a coloração, observaram-se “fezes marrom claras” para GP e AIN, “marrom escuras” para FS e “marrom amareladas” para GPFS, sugerindo que o GP associado ou não à FS contribuiu para melhora do aspecto das fezes. O GP, associado ou não à FS, não afetou a saúde intestinal, entretanto, são necessárias outras análises para melhor compreensão do seu efeito.

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Autor

Laura Célia de Oliveira Souza Vicente

Fico feliz pelo seu interesse, Alice!

Este trabalho ainda está em desenvolvimento e outras análises como a determinação da expressão gênica das proteínas envolvidas na saúde intestinal e análises histológicas do cólon dos animais estão sendo realizadas. Espera-se que estes resultados contribuam para uma melhor compreensão do efeito do grilo em pó na saúde intestinal in vivo.

Alice Malveira

Perfeito, sucesso 

Autor

Laura Célia de Oliveira Souza Vicente

Não existe uma escala de bristol específica para roedores, portanto, é utilizada a mesma escala para humanos.

Autor

Laura Célia de Oliveira Souza Vicente

Oi Alice, bom dia!

A fibra bruta dos insetos está presente em seu exoesqueleto, sobretudo na forma de quitina. A quitina trata-se de uma fibra insolúvel, resistente às enzimas digestivas de mamíferos, podendo chegar intacta ao intestino grosso, onde tem potencial para atuar como prebiótico, contribuindo para a melhora da saúde intestinal.

Instituições
  • 1 Departamento de Nutrição e Saúde / Centro de Ciências Biológicas e da Saúde / Universidade Federal de Viçosa
Eixo Temático
  • Ciência de Alimentos e Nutrição (CN)
Palavras-chave
Entomofagia; insetos comestiveis; Funcionalidade intestinal