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A Musa x paradisiaca, cujo o nome comum é banana, é uma fruta comumente consumida pela população brasileira. Geralmente suas flores são descartadas, gerando subprodutos industriais, contudo, podem ser convertidas em matéria-prima nas áreas alimentícias e farmacêuticas. O presente estudo teve como objetivo avaliar a composição centesimal e mineral de flores de 6 variedades de Musa x paradisiaca, vislumbrando seu uso em produtos alimentícios com potencial nutricional e como contribuição para a redução de resíduos. Para isso, foram avaliados os teores de umidade (por secagem em estufa), cinzas (por incineração em mufla), lipídeos (por extração com hexano em Soxhlet), proteínas (pelo Método Kjeldahl clássico) e carboidratos (por diferença). Os minerais foram determinados por ICP-OES. As flores de todas as variedades apresentaram alto teor de umidade (88-90%). Os maiores teores de lipídeos foram encontrados em banana-pão (2,89 ± 0,07%) e banana-anã (2,32 ± 0,13%). A flor com maior teor de proteínas foi a banana-pão (1,75 ± 0,00%), enquanto todas as demais ficaram abaixo de 0,87%, por outro lado, essa variedade apresentou o menor ter de carboidrato (5,72 ± 0,37%), enquanto a banana-jardim apresentou o maior teor desse macronutriente, com 9,62 ± 0,78%. A energia total das flores avaliadas variou entre 42 e 55 kcal/100 g. Todas as amostras apresentaram baixo teor de cinzas, o que está associado à presença confirmada dos minerais B, Cr, Cu, Fe, Mn, Na, P, Zn, Mg, Ca e K, sendo que esses três últimos foram os principais macrominerais identificados em Banana-pão e Banana d’água. A presença desses minerais é essencial para manter o equilíbrio do organismo. Diante desses resultados, observa-se que as flores de bananeira apresentam composição química e nutricional interessante para uso na alimentação humana e elaboração de produtos alimentícios.
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