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COMPARAÇÃO DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE DE SUCO INTEGRAL DE LARANJA IN NATURA E INDUSTRIALIZADO

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A demanda por alimentos práticos e saudáveis tem estimulado a indústria de sucos a desenvolver produtos que sejam similares ao natural. Os sucos de laranja prontos para consumo são os mais consumidos no Brasil, sendo o suco in natura uma conhecida fonte dietética de ácido ascórbico (AA) e outros compostos benéficos a saúde. O objetivo desse trabalho foi comparar os teores de AA, de compostos fenólicos totais (CFT) e de flavonoides totais (FT), e a capacidade antioxidante total (CAT) de suco de laranja in natura e de três marcas comerciais de suco integral. Os teores de AA (IAL), de CFT (Singleton et al., 1999) e de FT (Taie et al., 2008) foram determinados. A CAT foi avaliada através dos ensaios de FRAP (Benzie & Strain, 1996) e TEAC (Re et al., 1999). O suco in natura apresentou teores de AA (56,4 mg/100 mL), CFT (58,9 mg EAG/100 mL) e FT (474,3 µg EQ/100 mL), em média, 2 vezes superiores aos dos sucos industrializados. Similarmente, a CAT do suco in natura avaliada pelos ensaios FRAP (640,1 mmol Fe+2/100mL) e TEAC (264,7 mmol TE/100mL) foram, em média, 2,4 vezes superiores aos observados nos sucos industrializados. Uma marca comercial avaliada destacou-se em relação às demais quanto os teores de CFT (51,8 mg EAG/100 mL) e FT (340,7 µg EQ/100 mL), e para CAT por FRAP (335,2 mmol Fe+2/100 mL) e TEAC (166,5 mmol TE/100 mL). O tipo de processamento empregado para a fabricação dessa marca comercial e a sua forma de armazenamento podem ter influenciado nos parâmetros avaliados. Nossos resultados sugerem que o processamento tecnológico empregado pode influenciar diretamente na sua composição nutricional, principalmente, nos compostos termosensíveis. O uso de tratamentos não-térmicos e o armazenamento sob refrigeração podem ser uma alternativa para a manutenção da qualidade funcional dos sucos industrializados.