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O GÊNERO CHARGE EM SALA DE AULA: CONTRIBUIÇÕES PARA A LEITURA DE DIFERENTES RECURSOS MULTISSEMIÓTICOS

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Atualmente, tem-se ampliado as discussões sobre os textos que circulam na sociedade. Diante disso, o presente trabalho apresenta algumas considerações sobre os textos multimodais/multissemióticos e sobre a importância da ampliação dos multiletramentos requeridos em práticas de leitura e escrita na contemporaneidade. Sabe-se que o trabalho com os gêneros textuais/discursivos em sala de aula contribui para a ampliação de habilidades de leitura e escrita dos alunos. Nesse sentido, reconhecendo a importância da escola como uma agência de letramento, o presente trabalho tem como escopo apresentar uma proposta de atividade de leitura do gênero charge, com base na Gramática do Design Visual (Kress e Van Leeuwen, 2006). Para a consecução do objetivo proposto, foi realizada uma pesquisa de cunho teórico pautada em autores como Soares (2002), Dourado (2007), Rojo (2008; 2009; 2012), Reis (2009), Bitencourt e Santos (2013) e Pinheiro (2015), que discutem questões relacionadas às novas tecnologias e o ensino, às novas configurações dos textos e aos (multi)letramentos. Embasam também o presente estudo, Bakhtin (2000) e Marcuschi (2002), que definem os gêneros textuais considerando-os fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social, e Romualdo (2000) e Landmann (2012), que discutem o gênero charge em sala de aula. Além disso, foi realizada uma análise de uma charge em movimento, com vistas a demonstrar os vários recursos multissemióticos constitutivos do gênero charge digital. Após a análise de uma charge em movimento e da elaboração de uma proposta de leitura pautada na GDV, foi possível constatar como os diversos recursos semióticos contribuem para a produção de sentidos de textos imagéticos e, assim, para a ampliação dos multiletramentos. Palavras-chave: Gênero charge. Gramática do Design Visual. Multiletramentos.