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A configuração do agir no gênero entrevista em autoconfrontação: diferenças entre professores iniciantes e experientes

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O gênero entrevista em autoconfrontação tem sido empregado como método de intervenção nas situações de trabalho pela Clínica da Atividade (CLOT, 1999) e na Ergonomia da Atividade (FAITA, 2002; SAUJAT, 2010), sendo utilizado na análise do trabalho educacional no Brasil (MACHADO, BRONCKART, 2009). Mais recentemente, as verbalizações produzidas nessas entrevistas têm sido analisadas do ponto vista discursivo e também praxiológico, através das figuras de ação (BRONCKART; BULEA; FRISTALON, 2004; BULEA, 2010). Nesse quadro, o presente trabalho apresenta uma comparação entre os resultados de duas pesquisas (SILVA, 2015; FAZION, 2016), visando observar como professores iniciantes e professores mais experientes de língua francesa configuram seu agir nesse gênero textual. Os resultados apontam para uma diferente apreensão do agir pelos professores envolvidos: enquanto os iniciantes se apoiam discursivamente nas figuras ocorrência e acontecimento passado, reconstituindo o vivido para (re)construir sua prática, os mais experientes se valem principalmente da figura de ação experiência, apontando para a cristalização das ações que consideram positivas em seu agir.Palavras-chave: gênero textual; entrevista; autoconfrontação; agir; trabalho educacional.